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terça-feira, 28 de julho de 2009

EFETIVO DA CORREGEDORIA E DA PM/2 - EXPOSIÇÃO À RISCO.

Prezados leitores, a transferência de Policiais Militares que integram o serviço de inteligência (PM/2 e P/2) e o controle interno (Corregedoria e Delegacias de Polícia Judiciária Militar) para Unidades Operacionais, constitui um sério risco para a integridade física desses Policiais Militares.
Historicamente, a Polícia Militar sempre se preocupou em proteger esses abnegados servidores que arriscam à vida enfrentando àqueles que usam a Polícia Militar para a prática de vários crimes, criminosos travestidos de policiais e muitos deles organizados em verdadeiras quadrilhas.
Infelizmente, não sabemos por qual motivo, o atual comando não está tendo tal preocupação, expondo investigadores à ação direta de investigados.
É inadmissível expor profissionais, que já são esteriotipados como "alemães" pelos que insistem em praticar graves desvios de conduta, a tamanho risco, além do grande constrangimento.
Obviamente, ninguém pretende que um Policial Militar permaneça por toda sua vida profissional nas atividades de inteligência ou de controle interno, porém, sempre foi facultado ao Policial Militar que deixa essas atividades, a escolha da próxima unidade (uma forma de proteção), o que não está ocorrendo.
Isso caracteriza a falta completa de uma política de pessoal, uma política que deveria estar voltada para o patrimônio da Polícia Militar, o Policial Militar.
Lamentável, que a própria Polícia Militar, através da Diretoria Geral de Pessoal, continue sendo o algoz do Policial Militar, um herói tão massacrado pelo governo estadual.
Na nossa opinião, esses Policiais Militares devem requerer oficialmente os mesmos direitos concedidos aos integrantes da Corregedoria Geral Unificada, inclusive considerando que tal benefício era idêntico para a Corregedoria Interna da PMERJ, conforme o Decreto 41.140/2008. Esse decreto foi substituído por outro pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), quando o organizador desse espaço democrático exigiu esse direito, ou seja, o direito de escolher a próxima OPM, quando foi exonerado da Corregedoria Interna.
Não podemos nos calar!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 17 de julho de 2009

RISCO DE MORTE - SOLIDARIEDADE - AGRADECIMENTOS.

Agradecemos as manifestações de solidariedade recebidas, em face da determinação do Diretor Geral de Pessoal da PMERJ de retirar a nossa equipe de segurança pessoal, bem como, com relação ao procedimento do jornal Extra (jornalista Berenice Seara) de publicar esse fato, alertando a todos sobre a nossa vulnerabilidade.
Segundo soubemos, o Extra tem uma tiragem diária da ordem de 400.000 exemplares!
Esclarecemos que todos os procedimentos administrativos, penais e cíveis cabíveis estão sendo avaliados e serão desencadeados a partir de segunda-feira.
O fato é muito grave também com relação ao Coronel de Polícia ROMILTON, outro que teve a sua segurança retirada, apesar das graves ameaças já recebidas.
A ação do novo comando da PMERJ causa estranheza em face de existirem dezenas, talvez, centenas de Policiais Militares atuando como segurança pessoais de pesoas que não tem direito a essa segurança e pelo que sabemos, essas equipes não foram retiradas.
Por que retiraram APENAS a nossa segurança e a do Coronel de Polícia ROMILTON?
Será que a nossa foi retirada porque criticamos publicamente (e assinamos) as ações equivocadas e as omissões do governo Sérgio Cabral?
Será que isso é mais uma represália política?
Não bastaram:
- a exoneração;
- a perda da gratificação;
- a permanência sem função por 1 ano e 3 meses;
- a mudança do Estatuto dos Policiais Militares, para abreviar a carreira; e
- a alteração do decreto lei 41.140, que retirou um direito dos integrantes da área correcional.
Sinceramente, sem dúvida, tais ações são represálias políticas e pessoais, isso é inconcebível em um governo que pretende ser democrático.
Represálias que só nos fortalecem e nos impulsionam para a frente, pois são um sinal claro que estão acusando o golpe, então, a hora é de bater com força e seguidamente.
O "adversário" está nas cordas...
E, por falar em cordas, o novo comandante do BOPE começou bem, sua tropa estava perseguindo um criminoso que já estava preso há algum tempo (jornal Extra, página 10).
Pior, na busca do preso, mataram cinco.
Um equívoco estranho, pois o novo comandante estava há mais de 10 anos, cuidando exatamente dos presos que circulam pelo fórum.
Aliás, alguém já conseguiu explicar como o Coronel Mário Sérgio, após declarar que a "competência é que era posto", conseguiu nomear para comandar uma unidade operacional, um Oficial que nunca tinha sido nem P/3, nem P/4 e nem subcomandante?
É uma nova forma de administrar, "acesso direto ao comando"?
E, comandar logo o BOPE?
Essa é uma estranha maneira de avaliar competência...
Temos um grande receio:
- Após 30 meses de governo Sérgio Cabral, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros morrem de saudades do Garotinho.
Será que logo teremos saudades do Coronel de Polícia Pitta, o único comandante geral excelente a ser substituído por um governador na história das Polícias Militares Brasileiras, nos nossos 200 anos.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO