Prezados leitores, a transferência de Policiais Militares que integram o serviço de inteligência (PM/2 e P/2) e o controle interno (Corregedoria e Delegacias de Polícia Judiciária Militar) para Unidades Operacionais, constitui um sério risco para a integridade física desses Policiais Militares.Historicamente, a Polícia Militar sempre se preocupou em proteger esses abnegados servidores que arriscam à vida enfrentando àqueles que usam a Polícia Militar para a prática de vários crimes, criminosos travestidos de policiais e muitos deles organizados em verdadeiras quadrilhas.
Infelizmente, não sabemos por qual motivo, o atual comando não está tendo tal preocupação, expondo investigadores à ação direta de investigados.
É inadmissível expor profissionais, que já são esteriotipados como "alemães" pelos que insistem em praticar graves desvios de conduta, a tamanho risco, além do grande constrangimento.
Obviamente, ninguém pretende que um Policial Militar permaneça por toda sua vida profissional nas atividades de inteligência ou de controle interno, porém, sempre foi facultado ao Policial Militar que deixa essas atividades, a escolha da próxima unidade (uma forma de proteção), o que não está ocorrendo.
Isso caracteriza a falta completa de uma política de pessoal, uma política que deveria estar voltada para o patrimônio da Polícia Militar, o Policial Militar.
Lamentável, que a própria Polícia Militar, através da Diretoria Geral de Pessoal, continue sendo o algoz do Policial Militar, um herói tão massacrado pelo governo estadual.
Na nossa opinião, esses Policiais Militares devem requerer oficialmente os mesmos direitos concedidos aos integrantes da Corregedoria Geral Unificada, inclusive considerando que tal benefício era idêntico para a Corregedoria Interna da PMERJ, conforme o Decreto 41.140/2008. Esse decreto foi substituído por outro pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), quando o organizador desse espaço democrático exigiu esse direito, ou seja, o direito de escolher a próxima OPM, quando foi exonerado da Corregedoria Interna.
Não podemos nos calar!
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO
