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domingo, 12 de dezembro de 2010

GUERRA DO RIO: CORONEL DE POLÍCIA ESTEVES.

Prezados leitores, publico dois artigos extraídos do blog do Coronel de Polícia Esteves, um dos idealizadores do grupo dos Coronéis Barbonos:
1) BONANZA?
Em termos de Operações Policiais no Rio, há contradição no adágio popular, “depois da tempestade vem à bonanza”.
Passado os primeiros momentos de euforia após as operações realizadas pelas forças policiais no Rio de Janeiro, começam as tempestades para seus administradores. Uma chuva de denúncias de desvio de conduta assola as páginas dos jornais cariocas e tiram o sono das autoridades.
É comum este tipo de episódio, muitas acusações são inverídicas e visam apenas desestabilizar e desacreditar as forças policiais, entretanto, outras tantas são verdadeiras fruto não de uma policia corrupta, mas de uma sociedade doente, de onde se originam os integrantes dessas instituições.
O que fazer? Bem, sob o meu ponto de vista, um mal só se extirpa combatendo-o, ou seja, uma doença se cura aplicando medicamentos específicos para combatê-la.
O que temos é uma doença social que precisa ser higienizada e tratada com remédios adequados, neste caso Corregedorias eficientes, eficazes e efetivas, produzem um efeito inibidor e antipropagador na doença.
Um salário digno é outro remédio muito eficaz, pois quem não tem muito a perder, se arrisca para ganhar mais, já quem tem o que perder, teme as incertezas e os riscos.
Vamos aguardar os novos acontecimentos, pois muita coisa está por vir como conseqüência desta “Guerra no Rio”, só peço aos companheiros e leitores que não percam o foco, não se deixem levar apenas pelas aparências, só vemos a ponta do Iceberg, mas ele é gigantesco e está lá.
ESTEVES – CEL RR.
2) MUITA REFLEXÃO.
Como PM vibrei com o combate ocorrido no domingo (28/11), afinal, como dizem, está no “DNA” do meganha o prazer de enfrentar os meliantes e vê-los com “o rabo entre as pernas”.
Foi emocionante, me reportou aos tempos de Tenente. Mas os anos passaram e já não sou mais aquele oficial que faz e pensa só com o coração.
Claro que estou radiante de alegria com os resultados que nossas Policias obtiveram nesta guerra, isto é inconteste, mas o que conclamo é que se tenha muita calma nessa hora.
O resultado é magnífico, mas paro e penso: o que levou a isto?
Reporto-me ao “post” anterior e busco uma análise de todo o cenário.
Estaria eu tendendo a sétima arte? Seria uma ficção ou como no filme “A Teoria da Conspiração”, ela existe, mas é tão fantástica e maquiavélica que se torna difícil de acreditar.
Não sei, o tempo dirá, mas necessário se faz que não nos olvidemos de raciocinar com clareza e isenção de ânimos.
ESTEVES - Cel RR
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O QUE EU ESPERO ALCANÇAR COM A MINHA LUTA?

UM MILAGRE!
Há muito tempo eu já perdi a conta de quantos me perguntaram o que eu pretendo alcançar com toda esta luta em defesa da Polícia Militar. Luta que tanto tem me custado, em todos os aspectos. A minha resposta sempre foi no sentido de que desenvolvo uma luta para tentar salvar a Polícia Militar, recuperando o que ainda pode ser salvo.
Tenho tal compromisso, não consigo me ver passivamente assistindo a degradação contínua de uma corporação que conheci em 1976, já repleta de problemas, dentre eles a banda podre, mas que há três décadas era muito melhor.
Uma análise demonstra que a PMERJ evoluiu em dois aspectos apenas nas últimas décadas:
- Tecnologia: Um avanço inevitável. Na década de setenta, o PM portava um revólver .38, hoje porta uma pistola .40, citando um exemplo. O avanço tecnológico é impossível de deter, mas mesmo assim tem sido muito tímido, não somos uma polícia do terceiro milênio, nem a completa informatização foi alcançada.
- Liberdade de expressão: Os PMs têm conseguido algumas vitórias nesta luta cidadã, mas isso em virtude do esforço de poucos Oficiais e Praças que se posicionam em defesa da PMERJ e dos seus direitos cidadãos.
Sinceramente, não lembro de qualquer outro avanço significativo.
No artigo anterior, o Major de Polícia Hélio listou uma série de atrasos e existem muitos outros.
Diante dessa realidade é que atualmente aos que me perguntam:
- O QUE EU ESPERO ALCANÇAR COM A MINHA LUTA?
Eu respondo:
- UM MILAGRE.
Sim, um milagre.
Em 2005, quando ao lado do Coronel de Polícia Esteves, iniciei uma luta para formar um grupo de Coronéis, honestos e competentes, para salvar a PMERJ, eu me sentia como um médico que continuava indefinidamente a fazer manobras de ressucitamento, apesar do paciente (PMERJ) não reagir. Hoje, me sinto ainda continuando com tais manobras de ressucitamento, porém o paciente já está em avançado estado de decomposição.
UM MILAGRE, hoje, eu espero UM MILAGRE.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

A RODA REDONDA - CORONEL DE POLÍCIA ESTEVES.

18/11/2009
A RODA REDONDA


No campo da Segurança Pública muitas vezes perdemos um tempo precioso em experiências que buscam inventar uma roda.
A estratégia normalmente usada é a da tentativa, erro e acerto. O preço pago: vidas humanas.
Em setembro de 1994, a PMERJ editou um Caderno de Instrução que, de forma Acadêmica, tratava sobre “Polícia, Violência e Direitos Humanos”.
O Comandante Geral e Secretário de Estado de Policia Militar era o Sr Coronel Carlos Magno Nazareth Cerqueira. Dentre os títulos deste caderno foi abordado de forma clara e objetiva o tema “Política de Segurança”.
Disse o Secretário:
“Todos sabemos que as perspectivas para reversão do quadro não são animadoras, mesmo porque o medo de violência e a ansiedade fazem com que se deseje uma solução rápida, de curto prazo para o problema; já!... Com essa visão a tendência é cair na armadilha lógica do uso da violência legítima: mais armas, mais policiais, mais metralhadoras para a polícia, mais cadeias, penas mais rígidas, pena de morte, prisão perpétua, “paredão”. E a espiral vai crescendo, com o efeito bumerangue indesejável que só não vê quem não quer.
A questão da violência – que é um fenômeno de conotações extremamente emocionais; há, pois, que ser enfrentada pelos entes organizados da sociedade de forma racional, não emocional. Caso contrário, vira vingança.”
Até quando ficaremos agindo cega e amadorescamente?
Até quando sacrificaremos a vida do nosso PM, patrimônio e alma de nossa Corporação?
Até quando deixaremos que balas perdidas encontrem pessoas inocentes?
Até quando permitiremos que pessoas inescrupulosas transformem marginais da Lei em bons cidadãos vítimas da truculência policial?
Bem, a “roda já foi inventada” e é redonda, não precisamos reinventá-la, mas sim, abrir mão da vaidade e da vontade midiática de aparecer para operacionalizarmos o que já existe.
A grandeza do homem está em admitir seus erros e buscar soluções com humildade, mesmo que se utilizando, sem omitir, de idéias de outros para obter êxito.
ESTEVES – CEL RR.

JUNTOS SOMOS FORTES!

PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 28 de maio de 2009

RIO DE JANEIRO, UM ESTADO À DERIVA. ALGUÉM EMPRESTA UMA BÚSSOLA?

Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Duas festas que explicam muito
O coronel Hildebrando Esteves - alguém que me dá orgulho só de poder dizer que conheço - certa vez, angustiado, desabafou: "Se nem o governador gosta da gente, quem é que vai gostar?". Acertou na mosca, o Coronel Esteves. E tal tese pôde ser comprovada no casamento coletivo da noite de terça-feira no Maracanãzinho, que contou com a....ausência do governador.
O recente episódio publicado pelo blog do ex-governador Garotinho - segundo o qual, o próprio secretário teria impedido operação na Rocinha que capturaria um dos bandidos mais procurados - mostra que há certo distanciamento (ou não) entre governo e Segurança Pública.
Só o fato do governador transferir a responsabilidade ("Não falo sobre isso, isso é com o Mariano") já é um indicativo grave. A violência poucas vezes esteve tão aguda, tão terrível. Não quero falar de índices e de quantidades, e sim de atrocidades: até um chapeiro de restaurante é executado com dezenas de tiros. Todos os dias temos assaltos, balas perdidas, policiais mortos e policiais matando.
É o caso do poste mijando no cachorro: a polícia não vai prender o traficante porque tem muita gente na favela. Até aí, tudo bem. Mas a polícia não prende o traficante porque tem muita gente na favela por causa...da festa do traficante!
Ora! O traficante assim ganha salvo-conduto: é só fazer uma boa festinha que está tudo bem. Descobriram a fórmula: vêm aí as quermesses do pó.
Enquanto isso, só quem não tem salvo-conduto é quem não cheira, não vende, não atira e não governa.
GUSTAVO DE ALMEIDA

JUNTOS SOMOS FORTES!


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO