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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

A ORGANIZAÇÃO POLICIAL NA 3ª REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

"(...) No fundo, somos todos aprendizes. Não é preciso ensinar uma criança a aprender. Elas são intrinsecamente curiosas, excelentes aprendizes, que aprendem a andar, falar e viver por conta própria. (...) Aprender não só faz parte da natureza humana (...) - nós adoramos aprender.
A verdadeira aprendizagem chega ao coração do que significa ser humano. Através da aprendizagem, nos recriamos. Através da aprendizagem tornamo-nos capazes de fazer algo que nunca fomos capazes de fazer. Através da aprendizagem percebemos novamente o mundo e nossa relação com ele. Através da aprendizagem ampliamos nossa capacidade de criar, de fazer parte do processo gerativo da vida. Existe dentro de nós uma intensa sede para este tipo de aprendizagem. É, nas palavras de Bill O'Brien, da Hanover Insurance, 'tão fundamental para o ser humano quanto o desejo sexual'."
(Peter Senge - The Fifth Discipline (Best Seller, 10a. edição, págs. 38 e 47).
Estamos vivendo um momento de transição de profundas mudanças e transformações que opera a mais radical das revoluções já experimentadas. O ambiente e as formas das organizações vêm sendo completamente modificados em decorrência da transformação e das mudanças tecnológicas e demográficas ocorridas nos últimos anos.
Com o crescimento da sociedade do conhecimento novas formas de pensar e tendências significativamente diferentes daqueles valores emergentes da época da Revolução Industrial estão surgindo, pois as máquinas que antes apenas substituíam a força física, agora competem com a capacidade mental do ser humano, ou seja, o modo de produção de bens vem sendo substituído pelo modo de produção do conhecimento.
Na busca pela resposta, torna-se claro que os princípios de administração das primeiras “horas” do século XX já não são mais adequados aos novos paradigmas da “Nova Era”.
O real desafio das organizações não é identificar a mudança à qual se adaptar, e sim avaliar corretamente o escopo dessas mudanças para que possam também planejar, pois afinal de contas, as organizações além de serem produtos do meio em que existem, também são suscetíveis de mudanças decorrentes da dinâmica social.
O produto do futuro é portanto, a informação, e o elemento fundamental do trabalho é o caminho para seu correto emprego. Para utilizar esse produto é preciso que as pessoas saibam pensar e discernir os fatos sociais compreendê-los sistemicamente. São necessárias organizações que trabalhem com inteligência e estejam comprometidas com o aprendizado preconizado por Peter Senge, seja individual ou organizacional, uma vez que o sucesso estratégico dependerá do uso inteligente da informação e na exploração efetiva das possibilidades inerentes a espectral era da informação.
A gestão do conhecimento na elaboração de estratégias
A raíz da inovação está na teoria e nos métodos, não na prática. Absorver as melhores práticas, como tem estado em moda, não gere aprendizagem real. A organização que aprende não é uma máquina de «clonagem» das melhores práticas de outros. As cinco disciplinas são hoje fundamentais para enfrentar tempos de crise (Peter Senge).
A discussão em torno da estratégia das polícias não é assunto inédito no cenário social do país. De certo que os constantes atos de brutalidade e desprezo pela vida humana perpetrados tanto por criminosos como por policiais tenha, de certa forma, potencializado esta questão. Para alguns pesquisadores a violência no Brasil é resultado de um processo de acumulação social que atualmente encontra-se alicerçado em dois grandes mercados: o comércio das drogas ilícitas e da corrupção dos agentes públicos encarregados de combatê-la.
A solução não é simples, mas também não há mais tempo a perder. Os governos durante muito tempo pensaram a segurança pública somente como um problema do estado, ao passo que em outros países esta discussão se dá em nível federal. Pensar que o insucesso do enfrentamento da criminalidade é somente responsabilidade policial é um erro crasso, mas este fato se agrava quando os representantes do povo ignoram as outras realidades do país. Achar que soluções eminentemente policiais poderão reverter este quadro é no mínimo uma irresponsabilidade. É preciso construir! Constituir uma casta de novos policiais tomando por base os referenciais da moderna gestão do conhecimento, comprometidos com a inovação, com a qualidade na prestação dos serviços, com o aprendizado de novas técnicas, que sempre foi negligenciado em favor da experiência prática, mas principalmente com remuneração qualificada e compatível com a relevância da sua missão. Nesse mister o “bbb” (bom, bonito e barato) não funciona. Os (maus) exemplos nos são oferecidos diariamente.
Numa visão nacional é razoável admitir que as trajetórias políticas, as tradições, os procedimentos policiais e problemas de ordem sócio-econômico-culturais diferenciados e peculiares a cada estado-membro, não podem ser resolvidos da noite para o dia. Assim sendo, no lócus da gestão da segurança pública e da justiça criminal, emerge uma certeza: a integração das ações policiais mostra-se mais econômico, viável e sensato para enfrentar o problema da violência.
Assim, façamos coro nas palavras de Daelson Oliveira Viana, quando afirma que é necessário coragem para propor o reestudo dos processos prevenção e repressão à criminalidade, sobretudo em investimentos em qualificação dos gestores, em modernos sistemas de informação gerencial, aproveitando as novas tecnologias de informação e meios de comunicação mais velozes e eficazes, que possibilitam o cruzamento de informações obtidas a partir de dados muitas vezes existentes, mas não utilizados para esse fim. Tudo isso aliado a um forte programa de gestão, boa remuneração dos agentes e a uma profunda reanálise dos processos desenvolvidos nas instituições policiais. Assim se raciocinarmos como clientes e fornecedores e aperfeiçoarmos a relação entre os órgãos envolvidos com a persecução penal, o cliente – a sociedade – estabelecerá proporcionalmente a necessária confiança nos serviços executados, com a conseqüente redução dos índices de violência a níveis suportáveis.
Nesse sentido foram as iniciativas de transformar a polícia, não pela sua eliminação física ou na substituição por outro aparelho policial, mas por uma nova concepção de polícia. O Instituto de Segurança Pública, os Cursos de Especialização, entre outras, foram passos gigantescos dados nessa direção, apesar das resistentes pressões, sabotagens e vaidades sofridas. Mas não pode parar nisso. Não resta dúvida que ao conceber uma Nova Polícia, não poderíamos nos afastar das principais condicionantes para sua aceitabilidade – a legitimidade e legalidade de suas ações, nem desprezar a concepção prevencionista e secularista de Robert Peel, fundamento da Polícia Comunitária.
Dessa oportuna discussão fica a certeza de que temos que mudar, repensar novas técnicas, estabelecer uma base acadêmica de estudos (criação de uma Universidade Policial) , em caráter definitivo e em níveis (Curso de Formação e Aperfeiçoamento) para que dessa forma possamos alcançar o ideal da “boa polícia” encerrado numa afirmação do Cel PM Nazareth Cerqueira: “... temos que trabalhar com muita dedicação e obsessão para criar condições para a implantação de uma nova polícia e um novo policial, que entendesse que o controle do crime se faz em parceria com a comunidade e de forma proativa e inteligente, isto é, buscando sempre prevenir para não ter que reprimir, e quando reprimir fazê-lo com discernimento e inteligência”.
ALEXANDRE CARVALHAES ROSETTE
CORONEL DE POLÍCIA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

O PODER E A FORÇA – A PEC 300/2008 E OS “300 DAS GALERIAS”


“Para vencer não basta a força, há que se dominar a razão.”
Milhares de Policiais e Bombeiros Militares, seus familiares e entidades de 17 Estados da Federação deram, nos dias 02 e 03 FEV, mostras de devoção e fé no PODER. O Poder Legislativo teve a oportunidade histórica de ombrear com os HERÓIS SOCIAIS, os DEFENSORES DA CIDADANIA, no resgate da dignidade de, pelo menos, 700.000 Militares Estaduais, além é claro de proporcionarem algo inédito na promoção da Segurança Pública no país.
Entretanto o PODER resolveu ignorar a FORÇA e não cumpriu uma promessa feita ainda em 2009, frustrando e traindo os 10.000 HERÓIS que compareceram a Brasília com essa crença. A FORÇA marchou (2 vezes) pelo Eixo Monumental e enviou seus “300” para as galerias mas, a exemplo do épico, a História não registra rupturas dessa natureza que terminem de forma pacífica.
Aquele que tem, ou detém, o efêmero PODER e não tem a FORÇA consigo, deve saber que a FORÇA busca o PODER, mas neste caso e para tanto, estará aliada a RAZÃO, pois está legitimada junto a SOCIEDADE a qual jurou sempre SERVIR E PROTEGER, ao contrário daqueles que sem legitimidade tentam se manter no PODER.
JUNTOS SOMOS FORTES!
ALEXANDRE CARVALHAES ROSETTE
CORONEL DE POLÍCIA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 29 de julho de 2009

CORRUPÇÃO SISTÊMICA - COMO ENFRENTÁ-LA? - CORONEL DE POLÍCIA ROSETTE.

A corrupção policial é uma ameaça real ao sistema de segurança pública no Rio de Janeiro. O enfrentamento a este problema, até então, tem-se mostrado ineficaz pois, embora a Polícia Militar tenha expurgado de seu meio policiais corruptos, a corrupção como um todo não diminui.
A observação dessa realidade deveria levar o poder público a reflexões de outra ordem, como por exemplo que a corrupção é muito mais uma questão societária que um problema moral-individual. Também seu enfrentamento, hodiernamente feito através de ações isoladas contra os corruptos (teoria da eliminação das maçãs podres), nada mais demonstra o reduzido alcance que uma política meramente penalista tem sobre o problema.
Considerando a corrupção como um fenômeno arraigado em nossa sociedade, onde ter é mais importante do que ser , onde “todos querem levar vantagem em tudo”, pode-se afirmar que a estratégia está enviesada, carecendo portanto de novos rumos para sua minimização (devemos entender que a erradicação total é utópica).
Em resumo exsurge a adoção de uma política pública focada em medidas mais abrangentes e que enfrentem o problema na sua real dimensão e em todos os seus vetores, sendo portanto de se esperar resultados diversos dos atuais. Dentre tais medidas destacam-se:
- a mensuração da corrupção sistêmica através de pesquisa interna (não se pode combater aquilo que não se conhece);
- criação de mecanismos internos de controle que inviabilizem a prática de determinadas condutas desviantes (evolução tecnológica);
- criação de um sistema de controle externo, com a participação da sociedade, independente organicamente da Polícia e com poderes de auditoria (o cliente deve opinar sobre o produto que está recebendo);
- reformulação dos currículos de formação, especialização e extensão de policiais, direcionando o ensino para a reflexão, o estudo de caso, os debates em grupo que viabilizem a formação de um ethos contra a corrupção;
- modernizar a estrutura da polícia, ajustando-a a um modelo empresarial competitivo e compatível com as demandas do mercado, reduzindo os níveis de decisão e tornando todos os seus integrantes individualmente responsáveis pelo todo, perante a própria organização e a sociedade;
- elaboração de um programa de valorização profissional e motivacional, a ser realizado ciclicamente, a par da adoção de remuneração digna e melhoria dos ambientes de trabalho dos policiais.
Tais medidas têm de ser reguladas a partir da pesquisa inicial e, através de DIRETRIZES, serem implantadas seqüencial e cumulativamente.
Em paralelo deve-se MONITORAR os resultados obtidos periodicamente, repetindo a pesquisa de mensuração, viabilizando eventuais correções que se façam necessárias para o atingimento dos OBJETIVOS.
Isto é, em síntese, uma POLÍTICA PÚBLICA.
ALEXANDRE CARVALHAES ROSETTE
CORONEL DE POLÍCIA
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 19 de junho de 2008

O COMBATE A CORRUPÇÃO COMO POLÍTICA PÚBLICA - CORONEL PM ROSETTE

"O Brasil é o país do “jeitinho”.
A validação desse pensamento amplamente difundido em todos os rincões do nosso país ; quer na sua origem histórica, quer na sua evolução social desde o colonialismo, passando pela escravização, às diversas formas de dominação imposta pelos governos, fossem ou não democraticamente eleitos, quer na hierarquização de nossa sociedade; tem uma norma, eternizada numa célebre frase propagandística, que a exterioriza e foi proferida pelo jogador de futebol tri-campeão mundial em 1970 – Gerson: “... porque eu gosto de levar vantagem em tudo, certo?”
O chamado “jeitinho brasileiro”, considerado ainda por significativa parcela da população como “culturalmente positivo”, ou como “malandragem”, não passa de uma forma heterodoxa de legitimar aquilo que é ilegal.
A corrupção é um comportamento considerado desviante pela sociedade, não só no seu aspecto jurídico-legal, mas também na visão moral. Tem característica peculiar pois sua ocorrência, como fato social objeto de estudo, recai não sobre um indivíduo isolado, mas sobre muitos, ou pelo menos, dois indivíduos: um ativo que requer um benefício ou vantagem ao qual não tem direito e um passivo, responsável pela preservação dos valores requeridos pelo ativo que sucumbe a uma oferta considerada vantajosa feita por aquele.
É um comportamento que se fortalece mais em regimes autoritários ou em sociedades hierarquizadas e holísticas como a brasileira, onde as desigualdades sociais alimentam-no, do que nos regimes democráticos plenos ou em sociedades igualitárias e individualistas onde sua visibilidade torna-se maior, conseqüentemente aumentando o controle e reduzindo seu alcance.
Há que se observar, contudo, que o combate à corrupção não é tarefa fácil. Tampouco se pode associar seu controle simplesmente à redução de uma visão moralista, ou seja, combater a corrupção combatendo o corrupto – a recorrente “teoria de eliminação das maçãs podres”. É uma visão canhestra e pouco abrangente do problema pois considera a corrupção um comportamento desviante praticado apenas pelo seu sujeito passivo e prega a “eliminação” deste como medida saneadora. Desconsidera portanto, além do sujeito ativo, todo um sistema que propiciou sua ocorrência, alheiando-se, assim, de uma abordagem organizacional – um grande “esquema” engendrado para propiciar a corrupção, como por exemplo o atual sistema tributário e legal do país ou a burocracia das normatizações.
O primeiro tratamento exigido pela sociedade diante da exposição da corrupção praticada por agentes públicos é o da imediata punição do corrupto, o sujeito passivo. A seguir, em grau decrescente vem o do corruptor, sujeito ativo, para finalmente, mas nem sempre, chegar-se ao cerne, a gênese daquilo que propiciou o cometimento daquelas infrações, o sistema impessoal, um “sujeito sem rosto”. Este último, via de regra, é preservado pela vilania dos que deveriam eliminá-lo – os políticos – pois almejam ocupar o lugar dos que se locupletavam anteriormente.
Enquanto estivermos, de forma apaixonada e superficial, a exigir “cadeia para os corruptos” e não erguermos a cabeça para enxergarmos além deste “mar de lama”, estaremos fadados à busca de uma forma eficaz de “enxugar o gelo”.
Essa questão certamente estará no eixo das discussões, mais uma vez, neste ano eleitoral; e a “Lei de Gerson” em pauta para “revogação”, mas resta sabermos: será “revogada”?

Alexandre Carvalhaes Rosette


Coronel de Polícia e membro do Movimento Segurança Cidadã.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

RECORDAÇÕES E REFLEXÕES - CORONEL ALEXANDRE CARVALHAES ROSETTE

A seguir transcrevo um novo artigo encaminhado através de email:
RECORDAÇÕES E REFLEXÕES

"Diante de tanta corrupção praticada nos governos tidos como democráticos, de José Sarney (Murad e outros), de Collor de Melo (PC Farias e outros), de Itamar Franco (Hargreeves e outros), de Fernando Henrique (Serjão e outros) e de Lula (Delúbio, Dirceu, Palocci, Silvinho, Genoíno, Buratti e outros tantos), emerge um questionamento comparativo com os anteriores governos militares, senão vejamos: quem se lembra de um General Presidente que tenha ficado rico?
· Castelo Branco deixou apenas uma modesta casa em Fortaleza e seu soldo de General como herança;
· Costa e Silva deixou o apartamento que já possuía (recebido por herança) no Leblon e seu soldo de General;
· Garrastazu Médici deixou um apartamento no Rio e um sítio no Rio Grande do Sul, que possuía desde antes de 1964, e seu soldo de General;
· Ernesto Geisel deixou sua casa em Teresópolis e seu soldo de General, apesar de ter sido também o presidente da Petrobrás;
· João Baptista Figueiredo deixou um apartamento no Rio e um sítio em Nogueira, sendo ambos adquiridos antes de 1964.
Quase todos eles, após serem substituídos, viveram muito modestamente com seus soldos e recolhidos ao convívio familiar, exceto Castelo Branco que morreu num acidente aéreo em 1967 e Costa e Silva que morreu de derrame cerebral.
O Brasil progrediu velozmente durante o regime militar, chegando a crescer 60% durante o governo Médici; às expensas, forçoso dizê-lo, de um progressivo endividamento externo, pois o país não estava estruturalmente preparado para crescer tanto.Os crimes que existiam eram assaltos a bancos, assassinatos de militares, policiais, bancários e seqüestros de embaixadores (praticados pelas guerrilhas urbana e rural financiadas por Cuba, cujos protagonistas encontram-se hoje, ou já estiveram, no poder), além dos crimes passionais.
Não se tem notícias da existência do narcotráfico e nem das guerras dos traficantes naquela época.
O Brasil era rota, e não mercado da droga.
Existiam furtos, mas não roubos à mão armada, exceção feita nos casos dos bancos, que merecessem um mínimo de destaque.
Durante o regime militar foi fundado o MOBRAL, o FUNRURAL, o BNH, a FUNAI, foi implantada a MERENDA ESCOLAR em TODAS as escolas do Brasil e nas indústrias do Norte/Nordeste, a criação do FGTS, do INPS, do PIS e do PASEP.
Não há nenhum outro programa governamental de cunho social nos regimes tidos como democráticos, que tenha atingido a tantos milhões de brasileiros como cada um destes, preservando a dignidade do necessitado, sem o cunho humilhante do assistencialismo eleitoreiro e da "esmola".
Não há que se reeditar um Golpe Militar para se dar um basta no atual quadro de corrupção e desmoralização da República que os governos ditos “de esquerda” insistem em impor ao sofrido povo brasileiro, mas sem dúvida há que se refletir quais foram os motivos que levaram as Forças Armadas a assumirem o comando da nação em 1964, em defesa da soberania nacional e do povo brasileiro, e se estes já não estão sobejamente suplantados com os atuais desmandos praticados por estes “democratas”.
O assunto é polêmico e tido como “tabu” ainda hoje nos meios acadêmico, jornalístico e político, onde ninguém se atreve a apoiar claramente uma ação de tal natureza; contudo a mesma ojeriza que a “esquerda” brasileira tem pelos militares a população tem hoje pela classe política.
Motivação, portanto, não falta. AÇÃO sim.
Entretanto são apenas recordações, e como tais voltam a povoar nosso ideário nesses tempos nebulosos".
ALEXANDRE CARVALHAES ROSETTE
CORONEL DE POLÍCIA
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORREGEDOR INTERNO