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quarta-feira, 29 de abril de 2009

O POVO QUER UMA COISA, O PMDB FAZ O OPOSTO...

O GLOBO:
PLEBISCITO.
MORADORES DA ROCINHA REPROVAM MURO EM PLEBISCITO.
RIO - Moradores da Rocinha reprovaram em plebiscito, realizado neste sábado, a construção de um muro para proteger a área de mata do crescimento da comunidade. A obra foi repudiada por 1.056 pessoas, enquanto 50 votaram a favor. Outras cinco pessoas votaram nulo (clique e leia).
O muro foi reprovado por mais de 95% da comunidade.
E o que importa, o Príncipe quer.
O GLOBO.
MURO DA ROCINHA COMEÇA A SER CONSTRUÍDO NA PRÓXIMA SEMANA (clique e leia).

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 16 de abril de 2009

OUVIDO EM UMA ESQUINA DO RIO DE JANEIRO...

"(...) OU O GOVERNADOR DERRUBA O MURO,
OU O MURO DERRUBA O GOVERNADOR..."
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONOS

O GLOBO: O PROBLEMA DO MURO NO BRASIL - ROBERTO DaMATTA.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

O GLOBO: A FANTASIA DA REMOÇÃO - ZUENIR VENTURA.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONAL BARBONO

ENTRE MUROS: AS GALINHAS - PROFESSOR LÚCIO ALVES DE BARROS.

Entre muros: as galinhas
Lúcio Alves de Barros*
"Quando criança o meu pai, oriundo da roça, dizia da importância de cercar as galinhas com muros e cercas. Naquele tempo morávamos em uma casa alugada e minúscula na cidade de Rio Pomba, interior de Minas Gerais, zona da mata mineira. Tínhamos aproximadamente 30 galinhas e dois galos em um local muito pequeno. Fato este rapidamente resolvido já que não tardou o aumento do nosso empreendimento para a garagem a fora e colocássemos nela uma nova cerca. As galinhas eram bonitas, gordas, andavam sambando e botavam muitos ovos e vira e mexe eu ia lá ver os galos brigarem de vez em quando. O cuidado era tanto que meu pai tinha o péssimo hábito de dar banho nas galinhas com xampu. Minha amada mãe ficava brava, mas longe dos olhos do pai acabava concordando que elas ficavam mais bonitas e vistosas, principalmente quando o sol batia em suas penas douradas e lisas. Tempos bons. Todavia, também no mundo dos milhos e das rações nem tudo são flores. Acordar com as galinhas era muito difícil. Tente para você ver. Elas dormem muito cedo, não respeitam sequer o horário de verão, adoram um escândalo e acordam em plena madrugada. E é aí que as coisas saem do controle.
Na casa que não era nossa tínhamos que tolerar bons vizinhos os quais do outro lado do muro não tratavam de galinhas, mas adoravam uma baita de uma cadela policial – uma espécie de mistura da raça pastor alemão e rottweiler que, aos meus olhos de criança tinha uns dois metros. A danada era bonita, forte, potente e onisciente. Eu ficava horas e mais horas calculando com pimentas, remédios velhos, água de esgoto, perfume e materiais de limpeza um fórmula para matá-la. Nada contra os vizinhos. Muito pelo contrário, eram gente do bem e minha mãe os amava como se fossem de nossa família. O problema era a Laica, esse era o nome da bendita cachorra que tinha uma boca enorme. Ela definitivamente não respeitava a vida privada e pública das galinhas. Quando chegávamos ao galinheiro ela fazia a festa e não parava de latir e pular próxima ao muro. No entanto, quando uma galinha subia no muro para tomar um ar a danada ficava caladinha. Cachorra esperta, pois ela aguardava ansiosamente (eu escutava a sua respiração) que a coitada da bela e gorda galinha que havia tomado banho de xampu caísse no quintal alheio. E quando caia lá ia meu coração de criança e minhas lágrimas de adulto, pois cabia somente escutar a corrida desesperada do pássaro em frente àquele dinossauro de quadro patas que em zigue e zague perseguia o pobre animal. Em segundos, o cansaço abatia a gorda e bem tratada galinha e levava à felicidade a bem cuidada Laica. É bem verdade que raramente ela perdia a corrida, às vezes a Laica dava azar, pois algumas galinhas detinham um dom especial de voar por metros e aos pulos diante do bicho, elas se saíam bem e saltavam com força para o outro lado do muro onde se encontrava eu e meu pai doidos para festejar o retorno da "Amarela", da "Maria", da "Estrela", do "Pedro", da "Jacinta", da "Bolota" e assim por diante. Naquele tempo colocávamos nomes nas galinhas que dificilmente iam para a panela. Elas botavam ovos até morrer e, em certa medida, faziam parte da família. Quando falecia uma galinha querida, ela tinha direito a orações, minhas lágrimas e um enterro digno de sete palmos abaixo da superfície da terra.
Lembrei-me desse episódio devido à fantástica idéia do Governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB). O governante, no alto de sua inteligência acordou em um dia destes e teve a idéia de construir um muro ao redor de algumas favelas. Nossa! Fiquei entusiasmado, pois a ótima e “inédita” idéia do Governador era a mesma do meu amado pai. Logo, pensei: “Encontrei mais um que entende de galinhas”. Veja o que o governador disse: “o muro é um instrumento de ordem e civilidade” (Revista Veja, 2009, p. 40). Realmente! Sérgio Cabral está certo, as galinhas lá de casa ficavam em ordem, principalmente quando chegávamos com o milho e com a ração. Pegá-las era difícil, mas entre muros, sempre elas cansavam. A Laica quem o diga. Até porque o nosso interesse era o mesmo do Governador, “melhorar a vida” das galinhas, e, por conseqüência, a nossa. Infelizmente ajudávamos a beça o vizinho, pois o monstro da Laica sempre estava por lá. E por que os muros. Ora! Para todo galinheiro dar certo temos que melhorar a “infraestrutura”, senão perdemos o efeito do milho, dos banhos de xampu, de sol e das rações especiais. Também é sempre importante prender as galinhas para que elas não invadam as hortas. Tal como pensa o Governador em relação à “nova” política pública: “a expansão física das favelas sobre a mata é uma séria ameaça ambiental” (Revista Veja, 2009, p. 40), também pensávamos em ralação as galinhas.
Quanto às benfeitorias que fazíamos as galinhas pareciam gostar. Pelo menos não reclamavam. Novos bebedouros? No início chegavam devagar, mas logo, logo estavam lá se empanturrando de água misturada com suco de limão (outra mania de meu pai). Também colocávamos muita areia no galinheiro, mas a separávamos da água e do local de alimentação. Galinhas têm cloaca e areia é ótima para a digestão delas. A divisa que fizemos, entretanto, não era obstáculo para elas ir e vir, tal como as galinhas de Cabral “o infeliz Muro de Berlin, na Alemanha, impedia a passagem das pessoas do leste para o oeste. No Rio, não. O morador vai continuar subindo e descendo o morro quando quiser” (Revista Veja, 2009, p. 40-41). É o mesmo que pensávamos quando era ainda infante. O raciocínio do Governador é genial, inclusive, no que diz respeito ao direito de ir e vir. Lembra quando comentei que as galinhas, por vezes recalcitrantes, ficavam em ir ou não para o lado alheio? Cabral resolveu esse problema: “o muro só vai evitar que a favela cresça nas laterais e para cima. Falar mal do muro é demagogia barata”. (Revista Veja, 2009, p. 41). Também acho: muros são essenciais para segurar homens e galinhas.
Pensem bem, o grande Estado de direito novamente opera e navega nas entrelinhas da liberdade individual. Para um Estado Penal, o qual novamente teima em tratar seres humanos como animais, o muro é uma excelente idéia. Ele vai partir o que já está partido há tempos. O Governador, ao contrário de nós, possui em seu poder uma importante máquina de comer galinhas, tal como era a máquina de nosso vizinho. Nada contra a Laica, mas tudo contra um Estado que pode do outro lado do muro fazer o que bem entender com os cachorros de raça e sem raça que tem. Cabral é um excelente Governador e administrador, quanto a isso não tenho dúvida. A idéia do muro é genial, ela passa por cima das idéias de dar cara nova às favelas simplesmente pintando elas de cores mais "atraentes", do famigerado dirigível, de câmeras ocultas, dentre tantas outras idéias dos "doutos" em políticas públicas. O curioso é que o muro cumpre uma interessante função, aquietar, colocar em sossego, botar todo mundo junto, encarcerar a céu aberto, retirar a liberdade sem que os animais fiquem sabendo e, por último, amansar e domesticar os comportamentos indesejados. Por sinal, novamente lembrei-me o porquê da insistência do muro no galinheiro: na memória veio a Jacinta, uma galinha pacata, meio malandra e boa em escândalos. Era o jeito dela, mas era inegável que se tratava de uma galinha que não faltava em botar os ovos e cuidava bem dos seus pintinhos. Um defeito, contudo, era de causar mal estar até a São Francisco. Parecia de propósito, mas a Jacinta fazia cocô onde lhe dava na cabeça. Histriônica, escolhia os melhores lugares para ela e os piores para nós, como a entrada do galinheiro, dentro da água, ou em meio à ração e os milhos.
Um fato interessante e risível sempre acontecia quando os amigos iam à minha casa. Comentei sobre o brilho das galinhas devido ao banho de xampu. Os amigos e certamente os inimigos não perdiam a oportunidade de rir de nós, mas eram incapazes de perceber que o interesse era vender as galinhas que, apesar de bonitas, eram “ruins de bota”. Genial! O Sérgio Cabral pensou até nisso: “tenho de vender o Rio” (Revista Veja, 2009, p. 41). Colocando muros o Governador deseja passar uma imagem diferente da cidade que já é a mais linda do mundo, no entanto, pretende esconder o quintal. É o que fazíamos em nossa casa. Muramos o quintal, o cocô das galinhas fedia demais e não era bom que alguns vizinhos ficassem a sentir aquilo. No fundo queríamos ordem, mas não sabíamos que aquela era a ordem natural e normal das galinhas. Daí o episódio da Laica ser sempre doloroso e dramático.
Agradeço a entrevista da Veja, muito cuidadosa, e ao Governador do Rio por ter me lembrado do galinheiro lá de casa. Mas não gostei muito da lembrança da danada na Laica. Fiquei matutando se o Governador pensou naquelas galinhas que não vão ficar entre os muros que ele pretende construir. Imaginei um monte delas dependuradas naquele cai e não cai de um Rio de Janeiro há muito partido e violento. Pensei mais, um bando de gente, tal como as galinhas se equilibrando em cima do muro, mas tomando tiros de todos os dois lados: dos traficantes encarcerados e bem escondidos como os vietcongues e da polícia do Rio que entrincheirada no lado bom do muro vai poder praticar com maior acuidade os poucos tiros que andam dando nas favelas. E em momento de pura nostalgia a memória não me faltou e lembrei-me das galinhas que caiam e aos poucos eram comidas pela danada da Laica. Pensei na tortura que era aquilo. A cachorra era sádica e tinha o gosto de comer aos poucos, às vezes só matava. O dramático era o como ela desfrutava do “prêmio”. Agarrava com força as costas da galinha (lembro como se fosse hoje o lamento triste da "Isaura”, uma galinha branquinha que minha irmã gostava) e aos poucos ia fincando os dentes por baixo de suas asas e arrancava aos montes a pele e as penas. Mordia o pescoço e num forte solavanco o quebrava, batia com as patas nas pernas e depois reservava um grande tempo mascando a parte inferior do pássaro. Abatidas as coitadas sangravam e lentamente - não poucas vezes - a Laica arrancava uma das pernas, mascava como chicletes e depois ia empurrando o corpo para um canto da casa. Sinceramente, querem saber de uma coisa: tais lembranças não valem agradecimentos. Retiro o que disse acima e peço ao Governador, com sua brilhante idéia, que passe a tomar cuidado com o muro. Não somente ele, mas também as Laicas da vida. Ela era incontrolável, tal como o tráfico e a polícia do Rio de Janeiro. Penso mesmo que a Laica poderia, caso pudesse, ser uma boa secretária de segurança ou uma excelente liderança de uma milícia, haja vista que escondia muito bem as galinhas dos seus donos. Finalmente, penso que o muro não foi uma boa idéia. A modernidade, um marco da “civilização”, fracassou com a construção de muros. Neste caminho, gostaria de verdade pedir desculpas ao meu pai. O nosso muro falhou. Falhamos com nossas galinhas, com nossa família e com os outros. Em nossa busca de justiça, de “civilidade” e “ordem” produzimos um campo de concentração e, sem querer, tiramos da Laica o que ela tinha de pior, pois antes das galinhas ela nunca dera trabalho. Um grande remorso carrego agora, depois de adulto. A Laica morreu e no seu lugar foi colocado outro monstro. O meu pai morreu e em seu lugar não foi permitido colocar ninguém. Minha infância se foi e tal como o Governador eu e meu pai erramos. Erramos feio, vergonhosamente feio, pois não tínhamos como controlar o incontrolável. Não tínhamos o direito de domesticar os bichos a ponto de eles irem para o lado da Laica. Torço para que o Governador não precise carregar o remorso que carrego. Suas galinhas são muito mais valiosas. Sei que para muitos elas nada valem nada. Em tempos de “modernidade excludente” alguns seres humanos ficaram descartáveis. Mas, Cabral não desista delas. Vale à pena tentar alternativas. Tal como o apóstolo Paulo gostaria de dizer à sua genialidade que, quando criança eu pensava como tal e agora que fiquei adulto penso muito diferente. Faça o mesmo e não brinque com as galinhas, tampouco com as Laicas. Não cause maior desconforto ao seu ninho na burra tentativa de “manutenção da ordem”. Busque novas possibilidades, pois creio que não merece passar por todo o remorso e sentimento se culpa que acabo de sentir".

( * ) - Professor e sociólogo, licenciado e bacharel em Ciências Sociais pela UFJF, mestre em Sociologia, doutor em Ciências Humanas: sociologia e política pela UFMG. Autor do livro, Fordismo: origens e metamorfoses. Piracicaba: Ed. UNIMEP, 2004; organizador da obra Polícia em Movimento. Belo Horizonte: Ed. ASPRA, 2006 e co-autor do livro de poesias, Das emoções frágeis e efêmeras. Belo Horizonte: Ed. ASA, 2006.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O BRASIL QUER SEU MURO DA VERGONHA - CRISTINA MORENO DE CASTRO.

Em 1961, um muro de uns 150 quilômetros foi construído para dividir a Alemanha em duas, a partir de sua capital, Berlim (43 km só na região metropolitana). Foi, durante 28 anos, símbolo da Guerra Fria, tendo causado a morte de pelo menos 80 pessoas que o tentaram atravessar.
Principalmente a partir de 2001, no governo Bush, os Estados Unidos construíram um muro, com mais de 900 quilômetros de extensão, que os separa do México e impede a entrada de imigrantes ilegais em seu país. Impede mais ou menos, já que vários dão um jeito de ultrapassarem esse obstáculo, seja por meio de suborno ou arriscando a própria vida. Vários morreram tentando. Segue sendo um símbolo da separação entre o mundo desenvolvido “do norte” e o mundo subdesenvolvido “de baixo”.
Em 2002, no governo de Ariel SSharon, o muro da Cisjordânia, que deve ter mais de 700 quilômetros, começou a ser construído. Segundo o Tribunal Internacional de Justiça de Haia, o muro é ilegal, ocupa terras palestinas que não fazem parte do território de Israel e isola cerca de 450 mil pessoas. Símbolo de segregação, seus 8 metros de altura impedem a passagem de palestinos para terras israelenses e só motiva eventos sangrentos como o que presenciamos no fim do ano passado.
Há também o muro que divide as duas Coréias, o que divide Marrocos do povo saarauí, vários são os muros da vergonha: concretos, arames farpados e vigilantes de um grupo sobre outro, subalterno, subordinado ao primeiro, econômica, política e/ou socialmente.
Se faltava algo parecido no Brasil, não mais faltará.
Sérgio Cabral (PMDB), governador do Rio de Janeiro, quer construir muros ao redor de 11 favelas do Rio – mais de 11 quilômetros de extensão e três metros de altura de muros, ao custo total de R$ 40 milhões.
Não vou nem entrar no mérito do que poderia ser feito com R$ 40 milhões (só um pouquinho, vai: segundo a Folha de S.Paulo de 2/4, “as construções de uma creche, um hospital e dois centros de integração e cidadania na Rocinha (com restaurante e usina de reciclagem), por meio do Programa de Aceleração do Crescimento, custarão R$ 32 milhões”).
O que mais me preocupa é o que há em comum entre todos os muros que iniciam este artigo: eles são símbolo de segregação.
Não fosse assim, como explicar que o maior argumento do governo de Cabral para construir os muros (“Foi idéia minha”, disse o político em entrevista à revista Veja desta semana) seja “conter a expansão das moradias irregulares em áreas de vegetação” e que as favelas escolhidas para esse projeto sejam as que menos crescem na cidade?
No morro Dona Marta, onde começam a ser construídos 650 metros de muro, houve redução da ocupação em 0,99%! Eu disse redução.
A reportagem da Folha que citei acima diz que o Instituto Pereira Passos (IPP), órgão municipal, calculou crescimento de 6,88% da área ocupada por favelas no Rio entre 1999 e 2008. No entanto, as favelas escolhidas para o projeto cresceram, somadas, 1,18%.
Por que murá-las, então?
E mais: por que murá-las com concretos de três metros de altura (se a idéia é conter a expansão horizontal, um muro de meio metro não resolveria o problema?)?
A escolha dessas 11 favelas – que, repita-se, menos cresceram, segundo órgão do próprio município – não é de todo aleatória: elas estão na zona sul, área nobre do Rio de Janeiro.
Com isso, refuta-se o principal argumento do governador e explicita-se o principal símbolo da muralha de Cabral, tudo na mesma tacada.
Cabral diz, naquela entrevista da Veja, que “a população está adorando as benfeitorias”. Pergunto-me a qual população ele se refere, já que o presidente da Federação das Favelas se disse contra a medida e o presidente da associação de moradores do morro Dona Marta disse que nenhum líder comunitário foi ouvido.
O que ocorre é que estão tornando as favelas brasileiras – que nos renderam o samba, o carnaval, e tudo aquilo que todos já estamos carecas de ouvir nos discursos dos politizados – em guetos.
Antes de solucionar os vários problemas de infraestrutura, escolaridade e domínio do tráfico de drogas nos morros, o governo de Cabral está fechando todo mundo lá dentro, por trás de tijolos insolentes, apartados da sociedade onde o poder do Estado tem (e oferece) mais acesso.
É como disse o Elio Gaspari outro dia: “Quando uma comunidade crê que muros resolvem problemas sociais e urbanos há algo de estranho acontecendo. Sobretudo quando ela é governada por um cidadão que defendeu o aborto como instrumento de política de segurança e classificou a Rocinha como "fábrica de produzir marginal"”.
Há algo muito estranho acontecendo nas nossas favelas. Quem olhará por elas?
Cristina Moreno de Castro.
Cidadãos fluminenses, o que nós fizemos para merecermos uma série de governos do PMDB?
Será que isso é apenas o resultado do voto de cabresto e do voto analfabeto (funcional)?
O Rio de Janeiro não merece tal provação...


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO