Os leitores mais antigos do nosso blog não encontrarão novidades nas próximas linhas considerando que já escrevi bastante sobre o tema carreira Policial Militar neste espaço.
Preliminarmente, tenho que destacar que as instituições policiais têm uma característica que não deve ser ignorada: o fato de que os seus profissionais são formados nas próprias instituições.
Não existem policiais disponíveis no mercado a serem recrutados e selecionados para comporem as polícias, eles precisam ser forjados interna corporis.
À vista desarmada isso pode não parecer tão importante, mas o olhar cuidadoso revela que tal verdade determina a importância do processo ensino-aprendizagem nestas instituições, tendo em vista que a qualidade dos profissionais é conquistada pelos esforços institucionais na direção de uma formação de excelência e continuada ao longo da carreira. Isso significa dizer que os policiais podem ser tão bons quanto as instituições desejarem e se empenharem nesta direção, independente de interferências externas.
Obviamente, isso influi diretamente na qualidade do serviço prestado à população, pois quanto melhor qualificados os profissionais, melhores condições eles reúnem para servir e proteger melhor a população assistida.
A característica em referência é comum as Policiais Federal, Civil e Militar, inexistindo qualquer diferença apesar dos diferentes modelos organizacionais.
Defendo uma porta única de entrada para cada uma das polícias brasileiras, pondo fim a qualquer tipo de acesso externo além do concurso de recrutamento e de seleção para a base. De forma pragmática, a única possibilidade de ingressar nas forças policiais seria para o nível inicial da carreira, deixando de existir concursos com acesso direto para delegado ou para oficial, algo reconhecidamente contraproducente. Agindo neste sentido a experiência profissional passaria a ser valorizada e respeitada, pois ninguém chegaria a função de comando sem ter atuado na ponta da linha, o que contribuiria para uma melhoria nas relações entre os níveis, pois as possibilidades e as dificuldades passariam a ser iguais e comuns para todos.
A carreira propriamente dita seria estratificada em níveis hierárquicos, independente do modelo organizacional e o acesso a cada nível superior seria mediante concurso interno, exclusivamente, após o cumprimento de um interstício mínimo em cada nível, valorizando o aspecto meritório e a qualificação profissional. Não sou favorável a nenhuma outra forma de promoção que não seja através de concurso, nem mesmo por atos de coragem, como as atuais promoções por bravura.
A regra seria clara: a qualificação seria indispensável para a ascensão.
A diminuição dos níveis hierárquicos também é uma necessidade, nas Polícias Militares existem treze níveis.
Em apertada síntese, sem esgotar o assunto, penso esse ser um caminho para a solução de vários problemas que existem no modelo atual, tanto no tocante à universalização da possibilidade do acesso a todos os níveis hierárquicos, quanto da melhoria da capacitação profissional dos efetivos, pois todos estariam direcionados para o crescimento por meio do estudo.
Por derradeiro, não custa lembrar um aspecto que muitos esquecem: não existe qualquer organização onde todos que entram na base, chegam ao topo, isso não existe.
A tendência é que a estrutura seja uma pirâmide, onde o importante seja que realmente os melhores consigam alcançar os últimos andares.
Tratarei do modelo constitucional em outro artigo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
Preliminarmente, tenho que destacar que as instituições policiais têm uma característica que não deve ser ignorada: o fato de que os seus profissionais são formados nas próprias instituições.
Não existem policiais disponíveis no mercado a serem recrutados e selecionados para comporem as polícias, eles precisam ser forjados interna corporis.
À vista desarmada isso pode não parecer tão importante, mas o olhar cuidadoso revela que tal verdade determina a importância do processo ensino-aprendizagem nestas instituições, tendo em vista que a qualidade dos profissionais é conquistada pelos esforços institucionais na direção de uma formação de excelência e continuada ao longo da carreira. Isso significa dizer que os policiais podem ser tão bons quanto as instituições desejarem e se empenharem nesta direção, independente de interferências externas.
Obviamente, isso influi diretamente na qualidade do serviço prestado à população, pois quanto melhor qualificados os profissionais, melhores condições eles reúnem para servir e proteger melhor a população assistida.
A característica em referência é comum as Policiais Federal, Civil e Militar, inexistindo qualquer diferença apesar dos diferentes modelos organizacionais.
Defendo uma porta única de entrada para cada uma das polícias brasileiras, pondo fim a qualquer tipo de acesso externo além do concurso de recrutamento e de seleção para a base. De forma pragmática, a única possibilidade de ingressar nas forças policiais seria para o nível inicial da carreira, deixando de existir concursos com acesso direto para delegado ou para oficial, algo reconhecidamente contraproducente. Agindo neste sentido a experiência profissional passaria a ser valorizada e respeitada, pois ninguém chegaria a função de comando sem ter atuado na ponta da linha, o que contribuiria para uma melhoria nas relações entre os níveis, pois as possibilidades e as dificuldades passariam a ser iguais e comuns para todos.
A carreira propriamente dita seria estratificada em níveis hierárquicos, independente do modelo organizacional e o acesso a cada nível superior seria mediante concurso interno, exclusivamente, após o cumprimento de um interstício mínimo em cada nível, valorizando o aspecto meritório e a qualificação profissional. Não sou favorável a nenhuma outra forma de promoção que não seja através de concurso, nem mesmo por atos de coragem, como as atuais promoções por bravura.
A regra seria clara: a qualificação seria indispensável para a ascensão.
A diminuição dos níveis hierárquicos também é uma necessidade, nas Polícias Militares existem treze níveis.
Em apertada síntese, sem esgotar o assunto, penso esse ser um caminho para a solução de vários problemas que existem no modelo atual, tanto no tocante à universalização da possibilidade do acesso a todos os níveis hierárquicos, quanto da melhoria da capacitação profissional dos efetivos, pois todos estariam direcionados para o crescimento por meio do estudo.
Por derradeiro, não custa lembrar um aspecto que muitos esquecem: não existe qualquer organização onde todos que entram na base, chegam ao topo, isso não existe.
A tendência é que a estrutura seja uma pirâmide, onde o importante seja que realmente os melhores consigam alcançar os últimos andares.
Tratarei do modelo constitucional em outro artigo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO
