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terça-feira, 27 de março de 2012

RIO: HOJE COMEÇA A LUTA PARA TENTAR EVITAR A VENDA DA HISTÓRIA DAS POLÍCIAS MILITARES.

Policiais Militares, Bombeiros Militares e população, hoje é dia de tentarmos salvar a história de todas as PMs do Brasil.
Dia: 27/03/2012.
Horário: 13h.
Local: Câmara Municipal do Rio de Janeiro
(Praça Floriano, s/n – Cinelândia)
PROJETO DE LEI Nº 1877/2008
EMENTA:
TOMBA, POR INTERESSE HISTÓRICO E CULTURAL O IMÓVEL DO QUARTEL GENERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - QG DA PMERJ, LOCALIZADO NO CENTRO - RUA EVARISTO DA VEIGA, Nº 78 - II REGIÃO ADMINISTRATIVA.
Autor(es): VEREADOR CARLO CAIADO, VEREADORA PASTORA MÁRCIA TEIXEIRA.
Juntos Somos Fortes!

domingo, 25 de março de 2012

RIO: A LUTA PARA SALVAR A HISTÓRIA DE TODAS AS POLÍCIAS MILITARES DO BRASIL.

PROJETO DE LEI Nº 1877/2008
EMENTA:
TOMBA, POR INTERESSE HISTÓRICO E CULTURAL O IMÓVEL DO QUARTEL GENERAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - QG DA PMERJ, LOCALIZADO NO CENTRO - RUA EVARISTO DA VEIGA, Nº 78 - II REGIÃO ADMINISTRATIVA.
Autor(es): VEREADOR CARLO CAIADO, VEREADORA PASTORA MÁRCIA TEIXEIRA
A CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
DECRETA:
Art. 1o Fica tombado, por interesse histórico e cultural o imóvel do Quartel General da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - QG da PMERJ, localizado no bairro do Centro, na Rua Evaristo da Veiga, nº 78, na II Região Administrativa.
Art. 2o Quaisquer intervenções físicas a serem realizadas no referido imóvel deverão ser previamente aprovadas pelo Conselho Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro.
Art. 3o O Poder Executivo adotará os atos necessários à execução da presente Lei.
Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Plenário Teotônio Villela, 23 de setembro de 2008.
JUSTIFICATIVA
A presente proposta visa preservar o imóvel do Quartel General da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro - QG da PMERJ, localizado no bairro do Centro, na Rua Evaristo da Veiga, nº 78, na II Região Administrativa, que é extremamente significativo para o bairro, famoso por sua estrutura arquitetônica e paisagística.
A área em questão é primordial para manter as características ambientais e paisagísticas do bairro, além de ser possível, caso seja necessário, uma total revitalização do imóvel podendo o mesmo ter a função de difusão da cultura e da memória do Centro.
Considerando, ainda, que nesta unidade aconteceram fatos relevantes da história, dos quais destaco:
1) Sediou o Corpo de Guardas Permanentes, que era comandado pelo Duque de Caxias, no período de 1832 a 1839, e 2) Em 10 de julho de 1865, partiram do Quartel 510 oficiais e praças para lutar na guerra do Paraguai, sob a denominação de 31º Corpo de Voluntários da Pátria. Naquela época, o Quartel era denominado de Barbonos da Corte.
Esses fatos, combinado com a Constituição Federal de 1988, que abandonou a noção de que o patrimônio cultural de um povo deva ser formado apenas por espécies notáveis e monumentais (art. 216, cf), justificam plenamente, em meu entender, a apresentação deste projeto.
Outrossim, acho relevante considerarmos que está previsto como fundamental para a preservação de determinado bem, o seu valor intrínseco para a memória da cidade, estado ou nação. Sendo assim, não é requisito para a incorporação de um imóvel ao patrimônio cultural da cidade que se cuide de uma obra-prima de determinado estilo da arquitetura. A visão que valoriza apenas a face monumental é equivocada e pode ser considerada, salvo melhor juízo ultrapassada.
Assim, como matéria tratada no Estatuto da Cidade, ressalta-se também, que para se possa garantir a manutenção da qualidade de vida nas cidades e do meio ambiente sadio, combina com outros preceitos constitucionais, sendo desta forma permitida aos municípios a competência para dispor sobre o uso e ocupação do solo, proteção ao meio ambiente e preservação do patrimônio cultural.
A política urbana e a de preservação do patrimônio cultural estão previstas na Lei Orgânica, ao passo que se garante a qualidade de vida dos habitantes da cidade e a conservação de bens de interesse público.
Com o acima exposto, espero ter dado o embasamento necessário, para obter o acolhimento de meus pares, alcançando assim a aprovação da presente proposta.
*****
ARTIGO
No lugar dos quartéis, espigões
Carlo Caiado
O Governo do Estado e a Prefeitura do Rio estão tratando os espaços públicos com diferentes pesos: abrem mão de áreas históricas para priorizar a construção de espigões e, em contrapartida, dizem querer acabar com os “monstrengos” que enfeiam nossos cartões-postais.
Ao vender o Quartel General da Polícia Militar, situado na Rua Evaristo da Veiga, à Petrobras para a construção de um prédio de escritórios, o que o governo estadual faz é estimular a construção de outros “monstrengos”, que, além de poluírem o Centro, ainda proporcionam aumento no trânsito, na circulação de pessoas e estimulam a especulação imobiliária.
Certamente, demolir o prédio anexo à Assembleia Legislativa para retomar o Rio Histórico e a Praça XV é válido. Mas, por que não rejeitar uma oferta milionária para manter o QG e preservar a História da cidade?
O mesmo acontece com o 23º Batalhão da Polícia Militar, no Leblon, que também está na mira dos Poderes Executivos. Não é de se admirar que o espaço, situado no bairro que tem o metro quadrado mais caro de todo o estado, seja uma vítima em potencial.
A ideia de acabar com os quartéis da Polícia Militar para dar lugar a prédios está sendo divulgada com se fosse a melhor forma de revitalização de diversas áreas da cidade. Mas os argumentos, além de esconderem a especulação e o incentivo ao aumento dos preços, omitem a desestruturação da questão da segurança. Os grandes eventos, nos próximos anos, exigem estrutura para atendê-los. Espaços direcionados à segurança de cariocas e turistas é mais providencial que prédios comerciais.
Para impedir estes absurdos, apresentei dois projetos de lei de tombamento destes Quartéis da Polícia Militar, pois, não é aceitável transformar a “Cidade Maravilhosa” em peça de jogo de Banco Imobiliário.
Carlo Caiado é vereador do Democratas (DEM-RJ).
Juntos Somos Fortes!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A VENDA DO QUARTEL GENERAL DAS POLÍCIAS MILITARES DE TODO O BRASIL.

Ontem eu fui ao Quartel dos Barbonos, o Quartel General da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, o embrião de todas as Polícias Militares do Brasil. Foram novas tentativas infrutíferas de (1) obter uma cópia da Averiguação na qual sou investigado, documentação que solicitei a mais de mês; (2) de ver solucionada a instauração ou não do ISO que requeri há meses e (3) de encontrar na DGP, o diretor geral de pessoal da corporação.
As dificuldades que eu encontro atualmente na PMERJ são impressionantes, decisões extremamente simples, que podem ser tomadas de imediato, demoram meses.
Tal realidade causa inúmeros prejuízos ao organizador desse espaço democrático, principalmente no concernente ao acionamento do poder judiciário, um direito de todo cidadão, tendo em vista que sem documentos não tenho como instruir as ações.
Na quarta-feira, 05 JAN 2011, voltarei ao Quartel dos Barbonos e espero dar sorte de resolver alguma coisa ou de pelo menos encontrar o diretor geral de pessoal.
O Quartel dos Barbonos faz parte da história de todas as Polícias Militares do país, sem dúvida, é um patrimônio histórico de expressão nacional, que deve ser preservado em nome da história do Brasil.
Apesar dessas verdades, a gestão da modernidade parece estar planejando vender o Quartel dos Barbonos, algo inconcebível.
Não se vende a história!
No Quartel General foram tomadas todas as decisões históricas da Polícia Militar; nele nasceu o movimento dos Coronéis Barbonos, fato único de honra, idealismo e destemor na história de todas as Polícias Militares; e no seu pátio os Comandantes Gerais assumiam o comando da corporação na presença da tropa formada, isso antes de Pitta e de Mário Sérgio, que assumiram o comando no gabinete, longe da tropa, provavelmente envergonhados.
Interessante destacar que apesar de estarem tentando esse verdadeiro crime contra as Polícias Militares, na hora de acariciar Sérgio Cabral, os atuais gestores fazem questão da beleza dos uniformes históricos, como ocorreu na posse realizada na ALERJ, no dia 01 JAN 2011.
A Banda de Músicos; a tropa da 1a CIPM e os Alunos Oficiais trajavam lindos uniformes históricos, que podem ser vistos no vídeo que fizemos da parte externa do evento (vídeo).
É por essas é outras que o Soldado PM FOME e o Soldado BM MISÉRIA protestam em nossos atos.
E, por falar, em Sd BM MISÉRIA, esclarecemos que ele não está preso, como alguns estão pensando, apenas foi retirado contra a sua vontade das proximidades do local de desembarque das autoridades (vídeo).
Por derradeiro, no tocante à venda do Quartel dos Barbonos, o QG de todas as PMs do Brasil, informamos que resistiremos, não tenham dúvidas.
Em breve, marcaremos um ato em frente ao Quartel dos Barbonos, para protestarmos contra essa grave ofensa às Polícias Militares.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O ATO DE IDEALISMO E DESTEMOR DOS TENENTES DE POLÍCIA E A NOSSA INCOMPETÊNCIA.

Em recente artigo postamos uma fotografia que recebemos através de email, na qual aparecem vários Tenentes de Polícia em forma no pátio do Quartel General da PMERJ.
Uma foto histórica, uma demonstração clara de idealismo e destemor, sentimentos próprios dos militares de Polícia.
Em seguida, recebemos e postamos um comentário anônimo que solicita que citemos alguns fatos relacionados a esse momento ímpar de grandeza da oficialidade da PMERJ, porém, somos incompetentes para tal postagem, pois não participamos do ato.
Assim sendo, para que a história da Instituição seja preservada e que essa foto não fique perdida em uma página de um jornal antigo ou vagando pela internet, solicitamos que os Tenentes de Polícia da época encaminhem artigos contando essa ação que deve orgulhar a todos os participantes e a todos nós que amamos a Polícia Militar.
Não podemos permitir que atos dignos se percam na poeira do tempo, inclusive, para que isso não ocorra com a nossa mobilização, escrevemos um livro a ser lançado em 2010 e estamos avaliando a possibilidade de lançarmos ainda neste ano uma prévia do livro (síntese) com os principais fatos.
Mãos à obra a história aguarda por vocês, bravos Tenentes de Polícia.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 3 de abril de 2009

É HORA DE PENSAR NA GUARDA REPUBLICANA DE POLÍCIA - UMA SÓ POLÍCIA MILITAR EM TODO O BRASIL!

EMAIL RECEBIDO:

Caro Jorge Antonio Barros:
Tenho lido assíduamente sua coluna no blog Reporter de Crime, publicada no Jornal "O Globo"Por saber do alcance que as matéria ali publicadas possuem espero contar com sua atenção para um assunto da maior importância.
Como você deve saber, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro tem sua origem na DIVISÃO MILITAR DA GUARDA REAL DE POLÍCIA, fundada por D.João VI, em 13 de Maio de 1809, um ano após ter chegado no Brasil.
É uma das poucas Instituições contempladas por todas as Constituições do país a partir de 1824.
A partir daquela Divisão, os nomes e nomenclaturas foram evoluindo até chegar na Polícia Militar do Distrito Federal, no território do Rio de Janeiro. Com a transferência da capital federal para Brasília, foi criada naquele distrito, em 21 de Abril de 1960, a Polícia Militar do Distrito Federal (Brasília), instituição que vai completar 49 anos em 13 de maio de 2009.
A nova Polícia foi formada por alguns optantes do antigo Distrito Federal (Rio de Janeiro) bem como de outros Territórios e Estados.
Qual não foi minha surpresa quando entrei no site da PMDF e vi que eles estão anunciando a comemoração dos duzentos anos da Instituição, como se a mesma tivesse sido criada em 1809, ao invés de 1960.
Isso é um assunto muito sério. É uma apropriação histórica indevida, posto que somente a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro é a herdeira da história, das tradições e dos costumes da antiga DIVISÃO MILITAR DA GUARDA REAL DE POLÍCIA.
Foi do Rio de Janeiro que partiram os gloriosos 31º e 12º Batalhões de Voluntários da Pátria, este último recrutado em Niterói, na Instituição co-irmã, fundada em 14 de abril de 1841, para combater Solano Lopez na Guerra do Paraguai, em 18 de Fevereiro de 1865.
As bandeiras daquela campanha, bem como outros objetos e documentos, estão guardadas no Museu da Polícia Militar, situado na Rua Marques de Pombal, quase em frente ao Jornal O Globo. Até mesmo o cão "Brutus" que acompanhou a tropa e com ela retornou, alí se encontra empalhado.
Não podemos aceitar de forma alguma essa verdadeira empulhação histórica intentada por integrantes da PMDF/Brasília não sabemos com que intenção.
Não podemos permitir que tradições históricas, lutas e o sangue derramado pelos naturais do Rio de Janeiro, ao longo da história deste país, sejam tranferidas para outro lugar diferente daquele onde se deu o fato histórico.
Na certeza de que esse articulista saberá investigar e tratar a questão com a seriedade que ela merece.
Subscrevo-me atenciosamente,
Paulo Roberto dos Santos Fontes - Tenente Coronel da PMERJ.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BRABONO