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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

RIO DE JANEIRO: A PMERJX, O POLICIAMENTO PARA O EMPRESARIADO QUE PODE PAGAR.

A ALERJ aprovou o projeto de lei 60/2011 que permite a parceria entre a Polícia Militar e a Associação Brasileira de Shoppings Centers para implantação de cabines nos estacionamentos e no patrulhamento ostensivo externo dos shoppings (fonte: Jornal Hoje - Nova Iguaçu).
Não conheço o texto aprovado, mas espero que não estejamos revivendo o século passado quando as parcerias permitiam que um condomínio de milionários tivesse a sua própria cabine da PM na porta.
Isso seria a volta do policiamento para quem pode pagar.
Além disso, penso que nenhuma legislação pode interferir no emprego do policiamento, ação que deve ser precedida de um minucioso e multidisplinar planejamento feito pelo comando do batalhão da área.
Como escrevi em vários artigos, as cabines possuem vários aspectos positivos, mas para sua implantação eles devem superar o seu grande aspecto negativo: a imobilidade.
O policiamento (patrulhamento) deve ser dinâmico, essa é a regra. O policiamento fixo deve adotado em circunstâncias muito especiais.
Ao colocar uma cabine em frente a um shopping, a Polícia Militar ficará obrigada a ter pelo menos um PM para ficar na cabine. Se quiser que a cabine funcione como uma base para o policiamento, deverá ter pelo menos mais dois PMs para compor a guarnição da viatura que faz o patrulhamento nos arredores.
O batalhão terá que retirar do seu efetivo 12 PMs para esse serviço (escala 12 x 24 + 12 x 48 horas), isso sem considerar férias e outros afastamentos.
Imagine o batalhão que cobre os bairros da Barra da Tijuca e do Recreio, repleto de shoppings, o efetivo que poderá ter que dispor só para atender a essa parceria.
Sou contra.
Quem determina onde e quando o policiamento deve ser implantado é o comandante do batalhão, que deve ter a liberdade para exercer o seu comando e não ficar engessado por uma legislação direcionada para agradar o empresariado.
Logo teremos um núcleo de uma delegacia da Polícia Civil em cada shopping, aliás, ocorrências não faltam para serem registradas, logo conseguiriam justificar a ideia.
É a privatização da segurança pública.
Quem sabe um dia teremos a PMERJX e a PCERJX.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

terça-feira, 12 de abril de 2011

POLÍCIA MILITAR - TORRES BLINDADAS DE OBSERVAÇÃO - MEROS MONSTRENGOS.

Quem utiliza a Linha Vermelha e a Perimetral no Rio de Janeiro conhece as torres de observação da Polícia Militar instaladas nestas vias. Esteticamente são horríveis, uns monstrengos que enfeiam a cidade, mas poderiam ser funcionais, poderiam.
São enormes peças cilindricas blindadas que deveriam servir de base para a irradiação de policiamento nas referidas vias expressas, mas para que isso acontecesse a guarnição deveria ser de pelo menos três Policiais Militares. Um ficaria na torre observando, enquanto dois efetuariam patrulhamento na viatura de apoio, inclusive atendendo ocorrências visualizadas a partir das torres.
Infelizmente, segundo eu soube, na maioria do tempo a guarnição da torre é composta apenas por um PM, que fica observando a via, mas quase nada pode fazer a não ser comunicar os fatos visualizados.
O PM funcionaria como uma câmera, nada além disso.
Dias atrás teria ocorrido um acidente de trânsito próximo a uma dessas torres e os envolvidos teriam reclamado muito pelo fato do PM não poder sair do seu posto de observação.
O papel aceita tudo na hora do planejamento, por sua vez a mídia também aceita qualquer coisa na hora de fazer propaganda governamental, mas na hora de operacionalizar a propaganda a coisa não funciona.
Por falar em torres blindadas de observação, alguém sabe quanto custou cada uma?
Houve licitação?
Quais empresas participaram?
E quanto às cabines blindadas?
No Rio a ordem continua sendo "SOMAR FORÇAS".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

OPERAÇÃO VISIBILIDADE: BELTRAME JOGA A CULPA NO COLO DOS COMANDANTES DE BATALHÃO DA PMERJ.

JORNAL O DIA:

Blindar viaturas ainda é inviável
Beltrame: usar carros em pontos fixos é decisão do batalhão
"Rio - O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, afirmou ontem que pretende aumentar a segurança dos policiais na rua com cabines blindadas, mas ainda não é possível instalar esse tipo de proteção nas viaturas. “A gente caminha no sentido de blindar as cabines, mas não existe no mundo uma viatura de passeio que resista a uma blindagem (para calibre) 762, isso é inviável”, justificou. De acordo com o secretário, a meta do estado é substituir as cabines atuais pelas blindadas para o policiamento estático, e ampliar as torres de vigilância, que são blindadas. “Temos 40 cabines cujo processo de licitação já está pronto, depende somente de autorização da prefeitura para que se faça as ligações de rede de água, esgoto e luz”, disse.
De acordo com Beltrame, as cabines vão ser distribuídas para que o comando da PM as instale onde a incidência de ataques a policiais é maior. “A recomendação que se dá é de que a viatura é feita para policiamento dinâmico, mas cada batalhão organiza seu policiamento, isso é uma decisão técnica do comando”, explicou.
Em menos de três dias, três policiais morreram vítimas de ataques de criminosos. O sargento Ezequias Veríssimo dos Santos Filho e o cabo Márcio Passos Barcelos, ambos do 9º BPM (Rocha Miranda), foram mortos por assaltantes na sexta-feira, em Madureira. O sargento Wilson Alexandre de Carvalho, do 1º BPM (Estácio), foi baleado por bandidos que estavam em um Astra preto no domingo, na Cidade Nova".
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO