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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A INSEGURANÇA DOS PROFISSIONAIS DE SEGURANÇA PÚBLICA.

DIÁRIO DO NORDESTE:
DESMORALIZAÇÃO EM PRAÇA PÚBLICA.
Bandidos assaltam soldados do Ronda e levam suas armas.

25/1/2010
Dois assaltantes, que se vestiam como mendigos, renderam os três PMs, fardados, que patrulhavam uma praça.
"Socorro, estamos sendo assaltados, estamos sendo assaltados!"
O apelo chegou à Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), pouco depois das 10h30, via telefone. Do outro lado da linha, não era mais um cidadão comum pedindo a ajuda da Polícia. Era a própria Polícia. Tratava-se de um soldado do Ronda do Quarteirão, que pedia socorro. Enquanto ele falava ao telefone com a Ciops, outros dois PMs eram sendo rendidos sob a mira das armas de dois bandidos.
A cena aconteceu, na manhã de ontem, em plena praça pública, no Conjunto Polar, na Barra do Ceará (Zona Oeste da Capital). Três PMs do Ronda, que faziam o policiamento a pé na praça, acabaram sendo supreendidos por dois ladrões que estavam disfarçados de mendigos. Um deles, sacou de uma pistola que estava num saco e rendeu os três PMs. Logo em seguida, seu comparsa apareceu. Em poucos segundos, eles fugiram dali em uma moto modelo Twister, preta, com a placa virada.
Armas
Os três policiais militares assaltados foram identificados como sendo os soldados Paulo Roberto da Silva Guedes (soldado Guedes), Arnaldo Costa de Aquino Júnior (soldado Júnior) e Dimas Mourão Araújo de Oliveira (soldado Mourão).
A cena patética foi presenciada por diversas pessoas. Segundo apurou a Polícia, um dos assaltantes se aproximou dos três policiais sem levantar suspeita. Estava maltrapilho e conduzia um saco nas costas. Foi ele o responsável por sacar a primeira arma e render os três soldados. Um dos PMs teve uma pistola encostada na cabeça. Logo, os outros perceberam que haviam caído numa cilada de bandidos em plena praça pública e à luz do dia.
O soldado Júnior conseguiu se afastar dos colegas de farda que estavam na mira dos bandidos e correu. Foi ele quem ligou para a Ciops pedindo ajuda. Quando o reforço policial apareceu, os bandidos já haviam ido embora levando uma pistola de calibre Ponto 40 (0.40) e um colete à prova de bala, ambos pertencentes à PM, e uma pistola de calibre 380 ACP, pertencente a um dos PMs, mas que ele, estranhamente, usava mesmo estando de serviço e fardado. O Comando do Ronda do Quarteirão foi avisado do caso e prometeu investigá-lo, mas, até a noite passada não havia sido descoberta nenhuma pista dos ladrões.
Avisada pelo soldado em pânico, a Ciops mobilizou várias patrulhas da 3ª e 6ª Companhias do 5º BPM, do Ronda do Quarteirão, além de equipes do Batalhão de Polícia de Choque (BpChoque). Já o Serviço de Inteligência do Comando-Geral da PM e a Coordenadoria Integrada de Inteligência da SSPDS (Coin) acabaram acionados para auxiliar nas investigações. Os três soldados foram levados até a sede do Batalhão de Policiamento Comunitário e ouvidos em depoimento. Um Inquérito Policial Militar (IPM) será instaurado, assim como uma sindicância na Corregedoria Geral dos Órgãos da Segurança Pública (CGOSP).
Outros casos
Esta não é a primeira vez que armas da Polícia são levadas por bandidos ou, simplesmente, ´desaparacerem´ sem explicações.
Na madrugada do dia 8 de outubro de 2007, 12 fuzis modelo ´Mosquetão´, de calibre 7.62, desapareceram de dentro da reserva de armas do Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar. Até hoje, nenhum deles foi recuperado. Mais recentemente, o Comando determinou a abertura de mais um IPM para apurar a responsabilidade pelo ´sumiço´ de 29 revólveres e cinco pistolas na 2ª Companhia do 6º BPM (Maracanaú). O desaparecimento aconteceu quando era realizado um levantamento determinado, anualmente, pelo próprio Comando-Geral.
Uma das pistolas foi encontrada com um vigilante, preso pela Inteligência em Caucaia.
Fique por dentro
População insegura
Proibidos pelo secretário da Segurança Pública, Roberto Monteiro, de perseguir bandidos, fazer abordagens a suspeitos e, ainda, trafegar nas Hilux com velocidade acima de 60 Km/h, os soldados do Ronda do Quarteirão agora são como figuras decorativas nas ruas de Fortaleza e da Região Metropolitana. Além disso, aqueles que trabalham nas viaturas são obrigados a fazer, diariamente, uma ´visita social´ durante o turno de trabalho.
O programa de policiamento Comunitário Ronda do Quarteirão teve início em novembro de 2008. No começo, tinha a aprovação da população. Hoje, as comunidades que receberam a ´nova´ Polícia reclamam da falta de segurança em seus bairros. O trabalho ´pesado´ de prender bandidos e evitar crimes fica por conta das patrulhas das companhias do 5º e 6º BPM, além do Raio e Batalhão de BpChoque.
FERNANDO RIBEIRO
EDITOR
Os profissionais de segurança pública precisam ser respeitados pelo poder político temporário.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

OS SECRETÁRIOS DE SEGURANÇA SÃO UM PROBLEMA NO BRASIL, ALIÁS, QUEM PRECISA DELES?

Ceará.
Secretário adverte delegados.
Em clima de insatisfação e constrangimento, cerca de 100 delegados da Polícia Civil se reuniram, na manhã de ontem, com o secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, Roberto Monteiro. Protegido por quatro seguranças armados e ainda com vários agentes da Coordenadoria de Inteligência (Coin) espalhados pelo ambiente, Monteiro ficou frente a frente com a categoria um dia depois de exonerar das funções três delegados da instituição, considerados da "linha de frente" no combate ao crime organizado.
Na reunião, Monteiro voltou a afirmar que não permitirá que a Polícia Civil exponha a imagem de presos na Imprensa. Na platéia, além dos profissionais veteranos, também estavam os novos delegados, recém-empossados no cargo.
Punir.
O clima ficou tenso quando o titular da SSPDS reiterou sua posição em relação ao tratamento dispensado aos presos. Prometeu punir aqueles delegados e policiais civis que desobedecerem à sua determinação. Para os delegados, a ordem do secretário soa como "censura".
A atitude de Monteiro veio agravar a crise que se instalou na Segurança Pública do Estado do Ceará há, pelo menos, um ano. Depois de dizer abertamente que a Polícia Civil "está falida", que "não confia em nenhum delegado" e que "a Polícia Civil não sabe investigar", Monteiro voltou a entrar em rota de colisão com a categoria depois das três exonerações.
Na reunião, ele falou ainda de projetos para a Segurança, como a implantação da Divisão de Homicídios, que será subdividida em cinco delegacias, e como será a nova Academia de Polícia do Estado. De volta ao tema das exonerações, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepol), Lusimar Cunha Moura, tentou ponderar junto ao secretário.
"O senhor é um homem de bom senso, acredito que vá rever suas decisões". Monteiro respondeu: "Eu sou nordestino, e como bom nordestino eu digo: prego batido, ponta virada", calando o público presente. "Isso é intimidação", revoltou-se um dos delegados que deixou o auditório logo em seguida.
No fim do encontro, Monteiro saiu apressadamente, cercado pelos seguranças e agentes da Coin, tentando driblar a Imprensa. Mas deu uma breve entrevista ao Diário do Nordeste enquanto se dirigia do auditório do Batalhão de Policiamento Comunitário (Ronda) para seu gabinete. "Exonerei os delegados porque descumpriram uma ordem minha", respondeu. Ainda segundo ele, a reunião não ocorreu por conta das exonerações. "Ela já estava previamente marcada. Acontece toda última quinta-feira do mês".
Entre os delegados presentes ao evento, estavam dois dos três exonerados. Romério Almeida, destituído do cargo de titular da Delegacia Metropolitana de Maracanaú, disse que recebeu a notícia com surpresa, porém de forma serena.
"Tenho a consciência de que não descumpri nenhuma ordem. A minha exoneração foi por conta da apresentação do preso Francisco Juciê de Sousa Sales, o ´Ciê Preto´, que era acusado de, pelo menos, 15 assassinatos ocorridos no distrito da Pajuçara. Nós, que trabalhamos como agentes da Segurança, somos passíveis de censura, críticas e atos administrativos. Tenho 29 anos de Polícia e estou à disposição da Secretaria de Segurança. Acredito que o secretário tenha tido seus motivos para a exoneração", disse.
César Wagner Martins, destituído do cargo de titular da Delegacia de Narcóticos (Denarc), afirmou que está à espera de um novo posto. "O secretário Roberto Monteiro já me deu dois grandes desafios. Inicialmente, foi estar à frente da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), onde conseguimos os melhores índices daquele órgão. Depois foi a Denarc. Tiramos de circulação cerca de 400 traficantes para dar sossego à sociedade. Estou aguardando o terceiro desafio. Estou pronto, renascendo a cada dia", declarou César Wagner.
Desmentiu.
Na nota oficial distribuída à Imprensa, a SSPDS revelou que o motivo das exonerações foi o fato de os delegados não terem preservado a imagem dos presos. Monteiro teria cumprido uma exigência da OAB-CE. No entanto, a Ordem negou ter pedido qualquer exoneração.
REAÇÃO
Sindepol diz que há clima de insatisfação
"Trabalhar hoje, é sinônimo de punição". As palavras do delegado Lusimar Moura, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepol) expressaram, ontem pela manhã, o clima de insatisfação que tomou conta da categoria após a exoneração de três delegados pelo secretário de Segurança, Roberto Monteiro. "Há uma indignação velada da categoria", afirmou depois de conversar com grupos de delegados que participaram da reunião.
Após o encontro, Lusimar convocou os delegados para uma reunião emergencial. "O sindicato vai orientar a categoria a não apresentar mais presos à Imprensa. Não vamos mais fornecer informações. A partir de agora seremos obrigados a trabalhar sem a fiscalização de vocês, jornalistas. Isso porque estamos na expectativa de sermos punidos, conforme avisou o secretário", declarou.
Segundo Lusimar, o Sindepol avaliou a decisão do secretário como "muito drástica", apesar de Roberto Monteiro ter ressaltado, no evento, que a medida "tinha caráter educativo". "Delegados que estavam trabalhando foram punidos. E foram punidos porque estavam trabalhando", ressaltou.Para Lusimar, a exoneração dos delegados agravou a apreensão da categoria. "O delegado César trabalhou muito, prendeu centenas de traficantes, mesmo sem as mínimas condições. Há algo mais por trás disso. Ele fazia investigações pesadas, estava chegando a traficantes importantes. Agora, foi impedido de trabalhar, por quê?".
Comandos
As divergências entre Monteiro e as cúpulas das polícias Civil e Militar vêm ocorrendo desde o começo da sua gestão. O primeiro a "cair" foi o comandante-geral da PM, coronel Adahil Bessa de Queiroz. Depois, Monteiro tentou exonerar o superintendente da Polícia Civil, Luiz Dantas; e o comandante geral, coronel William Alves Rocha, mas não conseguiu. Mais recentemente, exonerou o comandante do Policiamento da Capital, coronel Sérgio Costa.
Fonte: Diário do Nordeste.
As secretarias estaduais de segurnaça são órgãos inteiramente dispensáveis, são caríssimos para o erário público e não apresentam qualquer utilidade prática.
Devemos lutar pela extinção de todas elas elevando à secretarias estaduais as Polícias Militares e as Polícias Civis.
Igual raciocínio deve ser atribuído às secretarias de defesa civil, com a elevação dos Corpos de Bombeiros Militares.
O modelo atual é arcaico e improdutivo, o novo modelo é mais ágil e muito mais barato, estamos jogando o dinheiro público no lixo.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO