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terça-feira, 1 de dezembro de 2009

O CONTRABANDO DE ARMAS.

FOLHA DE SÃO PAULO:
Sem policiamento, Pantanal "exporta" armas para o Rio
Falta de fiscalização na região da fronteira faz de Corumbá um entreposto de armas ilegais que abastecem traficantes.
Folha atravessou a fronteira com a Bolívia de carro pelo menos 20 vezes sem ser abordada por policiais federais ou pela alfândega.
SERGIO TORRES e JOEL SILVA.
ENVIADOS ESPECIAIS A PUERTO SUÁREZ (BOLÍVIA) E CORUMBÁ (MS)
Não existe policiamento na fronteira Brasil-Bolívia na região de Corumbá (MS), cidade no Pantanal sul considerada pela Secretaria de Segurança do Rio a porta de entrada de parte dos armamentos em poder do tráfico em favelas.No posto oficial da fronteira entre os dois países só há um destacamento da Receita Federal. A Polícia Militar de Mato Grosso do Sul mantém um homem de plantão para proteger os técnicos alfandegários. Não cabe a ele abordar suspeitos. Nem a ninguém. Não há policiais federais no posto.
A fronteira pode ser atravessada de carro e a pé. São cerca de mil veículos por dia e um número impreciso de pedestres. Não é preciso mostrar passaporte ou outro documento. Ninguém pergunta para onde você vai ou o que carrega no carro ou caminhão.
Segundo a Polícia Civil fluminense, metralhadoras ponto 30 e fuzis, que podem ter derrubado um helicóptero no Rio em outubro, entram por Corumbá. Desde 2007, 40 metralhadoras do tipo já foram achadas com traficantes; quatro com o brasão da Bolívia.
Durante oito dias a Folha cruzou a fronteira ao menos 20 vezes de carro. Só viu fiscalização no último dia 10, quando o Exército fiscalizou as fronteiras com Bolívia e Paraguai.
Naquele dia, apreenderam 50 kg de bananas, com um boliviano. Nem armas nem drogas. Liberadas à tarde, as bananas voltaram à Bolívia.
Na Bolívia, há um posto da Polícia Fronteiriça e a alfândega. Mas é como não existissem. Veículos e pessoas transitam livremente. Ninguém vigia, aborda, demonstra interesse em policiar a ponte de 10 metros sobre o arroio Conceição.De um lado do córrego é Brasil; do outro, Bolívia. Se quiser evitar a ponte, basta seguir pelas "cabriteiras", trilhas ao lado da Receita, sem fiscalização.
Apesar da facilidade, quem prefere não se arriscar opta por estradinhas, atalhos, rios, o espaço aéreo e a imensidão do Pantanal. Nada é policiado.
A PF em Corumbá tem 40 policiais, dos quais 18 novatos, de outros Estados. Pouco sabem sobre a região, fala o delegado-chefe Mario Nomoto. Ele diz que para uma ação mais eficiente, precisaria, no mínimo, do dobro do efetivo.
Na estatística da delegacia consta neste ano a apreensão de só um fuzil, argentino. Não por agentes federais, mas por PMs que suspeitaram de um homem numa "cabriteira". Essa ação decorreu da sorte, não de planejamento.
Planejamento que não passa pela ocupação da fronteira com pessoal e equipamentos, disse o diretor de Combate ao Crime Organizado do Departamento de PF, Roberto Troncon Filho.O que a PF tem feito, diz, é acordos de cooperação com Paraguai e Bolívia. Fará com o Peru. Com o Paraguai está funcionando, segundo ele. Com a Bolívia, ainda não. Daí a fronteira em Corumbá servir para a entrada de armas.Embora haja múltiplas opções de ingresso, só há uma estrada pavimentada para escoar a carga do tráfico. Armas e drogas entram por terra, ar e água, mas para chegar ao Sudeste o caminho é único: a BR-262.
Nela, que sai de Corumbá, há um prédio em bom estado da Policia Rodoviária Federal. Por falta de pessoal, permanece fechado. A PRF de Mato Grosso do Sul diz ter 400 profissionais, o que representa um terço do efetivo ideal para a corporação, de 1.200. Essa a razão de o posto não funcionar.
Por R$ 150, barqueiro faz travessia clandestina.
Pescadores transportam cargas sem saber o que são.
DOS ENVIADOS ESPECIAIS A PUERTO SUÁREZ (BOLÍVIA)
Os pescadores de Corumbá recebem, em média, R$ 150 para ir de um país a outro com carregamentos de mercadorias. São viagens clandestinas, embora não haja um patrulhamento ostensivo nos rios e canais da fronteira entre o Brasil e a Bolívia.
A negociação costuma acontecer no Porto Geral da principal cidade de Mato Grosso do Sul na fronteira com a Bolívia, diante do casario erguido ainda no século 19 e no início do século 20, tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional).
O porto não passa de um desordenado atracadouro de pequenas, médias e grandes embarcações -canoas, voadeiras, chalanas, chatas, gaiolas.Como a pesca está proibida em toda a região por causa da piracema, fase de reprodução das espécies do rio Paraguai, os trabalhadores passam o dia jogando conversa fora, à espera de um convite para um serviço qualquer.
"Lei do silêncio"
No acordo firmado entre contratante e contratado está embutido o que no cais corumbaense é conhecido por "lei do silêncio". Não se pergunta o que está sendo trazido da Bolívia para o Brasil. Oficialmente, entre os pescadores só podem ser duas coisas: ou roupas ou alimentos. Não se fala em drogas e armas.
Mas os fardos transportados vêm sempre fechados e pesam bastante, de acordo com três donos de embarcações ancoradas nas imediações do ouvidos pela Folha.
Eles dizem desconfiar que dentro dos sacos possa até haver produtos ilegais, clandestinos, mas também afirmam que, se não aceitarem o carreto, outro aceitará. Logo, segundo o raciocínio deles, é melhor pegar o serviço, para não perder o dinheiro.
O procedimento adotado pelos pescadores é simples: uma vez aceita a tarefa, os pescadores navegam para a Bolívia pelo rio até o canal Tamengo e a laguna Cáceres, que banha a cidade de Puerto Suárez, a principal da Bolívia na região. Não se gasta mais de 30 minutos na travessia.
No transporte das cargas vale qualquer tipo de barco, até mesmo canoas a remo. Afinal, R$ 150 para quem não poderá pescar até o primeiro trimestre de 2010 é um bom dinheiro. Ainda mais se o trajeto é feito pelo menos três vezes por semana.
Nas margens da laguna, brejos e pastos imensos escondem atracadouros improvisados. Em um deles, entre as cidades de Puerto Suárez e Puerto Aguirre, a Folha encontrou, a cerca de 3 metros da água, três cápsula de balas calibre 12.
Exército ocupa fronteira em ação antitráfico (leia).
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 20 de setembro de 2009

SABOTAGEM NA CONSEG - CAPITÃO DE POLÍCIA (MS) ALMEIDA.

Sabotagem na CONSEG ?
Senhoras e senhores,
Já tivemos a oportunidade de nos manifestar em outras ocasiões (como na situação contra o Coronel Édson que presidia o CNCG quando se travava um embate em torno do PL 4.209 - TCO) afirmando que devemos sair da casca e sermos menos tímidos em determinadas situações, principalmente quando nos deparamos com procedimentos totalmente irregulares, a exemplo do que foi presenciado por alguns oficiais, na 1ª CONSEG, que tomaram conhecimento de pessoas não autorizadas portando credenciais e votando na defesa dos interesses de determinadas categorias que somente buscam a manutenção de seus "status quo". Segundo informações, tal irregularidade teria sido denunciada à organização do evento que providenciou a exclusão dessas pessoas do processo de votação.
Salvo melhor juízo, situações dessa natureza transcendem o mero campo da irregularidade e revelam a exata dimensão do que são capazes determinadas pessoas na defesa dos seus interesses exclusivos sem considerar o que é melhor para o sistema de segurança e para a sociedade. Em verdade, o fato verificado caracteriza uma fraude de graves proporções que atenta contra todos aqueles que, de boa fé, encontravam-se engajados no processo democrático de discussão a que se propunha a CONSEG.
Ficamos pensando qual seria o tratamento dado por eles caso fosse um policial militar envolvido numa situação dessa natureza. Provavelmente, os militares estariam em destaque na mídia nacional.
Qual seria a natureza da nossa parcimônia, enquanto tentam atropelar o processo de mudanças que se faz necessário; por vezes, afrontando princípios e valores éticos que devem orientar a conduta de qualquer servidor público.
Inobstante tal fato, o que mais nos surpreende é nos deparamos com comunicações, tais quais as que seguem abaixo, e que circulam com o claro objetivo de desestabilizar o Secretário Nacional de Segurança Pública e de intimidar a atuação da PPMM. Para aqueles que estão acompanhando de perto as discussões, é claro como a luz solar que aquilo que vem expresso no texto do ofício não se coaduna com o real contexto.
Fica a sugestão para que aqueles que concordam com as medidas aprovadas na CONSEG que se manifestem ao Ministro da Justiça (E-mail:
gabinete@mj.gov.br) com cópia para a Secretaria Nacional de Segurança Pública (E-mail: mcarrvalho@gmail.com - ajudante de ordem do Secretário Nacional), depositando seu apoio pela atitude e coragem política dos integrantes da SENASP. Nesse sentido, a título de exemplo, estaremos nos manifestando nos termos do documento anexo.
Convém salientar que, caso fiquemos esperando que a nossa inércia seja suprida pela ação do nosso vizinho, provavelmente continuaremos a nos referir às Corporações Militares como “um gigante adormecido”; pois, será exatamente isso que elas serão.
Façamos a nossa parte.
abs
Cap Almeida - PMMS
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 14 de maio de 2009

REAJUSTE DA POLÍCIA MILITAR E DA POLÍCIA CIVIL DE MATO GROSSO DO SUL.

REAJUSTE PMMS.
1) Militares substituem aquartelamento por abaixo-assinado.
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009 18:22
Edivaldo Bitencourt
Depois dos policiais civis, os policiais militares também descartaram paralisar as atividades contra a proposta de correção salarial do Governo estadual. A diferença ficou na forma de manifestação dos descontentamento. Enquanto os agentes da Polícia Civil vão à Justiça para cobrar a diferença de 10%, os militares anunciaram a realização de um abaixo-assinado pedindo uma política de recuperação, no mínimo, de 50% nos vencimentos. Cerca de 80 policiais militares participaram da assembléia geral realizada no Parque de Exposições Laucídio Coelho. De acordo com o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM e dos Bombeiros, José Florêncio de Melo Irmão, os praças não aprovaram a proposta de reposição salarial de 8,27% (cabos) a 10,42% (soldados). Além do abaixo-assinado, eles prometem divulgar à sociedade que estão descontentes com a política salarial. Contudo, além do aumento deste ano, os militares conseguiram assegurar o direito de ter aumento real de 19% a 25% entre 2010 e 2014. Hoje de manhã, os policiais civis também decidiram não realizar greve por tempo indeterminado. Ao contrário da PM, eles decidiram cobrar a diferença salarial de 10% na Justiça. Eles queriam aumento de 20% com a criação da quarta classe, mas o Governo deu 10%.
http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=253960

2) Policiais civis recusam proposta, mas não vão à greve.
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009 13:27.
Edivaldo Bitencourt.
Marcelo Victor.
Durante reunião na manhã de hoje, a categoria rejeitou greve por tempo indeterminado.
Em assembléia geral, cerca de 300 policiais civis recusaram a proposta do Governo estadual de conceder aumento de 16,6% nos vencimentos a partir deste ano. Contudo, a categoria rejeitou greve por tempo indeterminado e aprovou a suspensão dos protestos contra o governador André Puccinelli (PMDB) iniciado no mês passado. De acordo com o presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul), Paulo Carvalho, os agentes vão ingressar com ação judicial para cobrar a diferença de 10%. Eles queriam o mesmo benefício dado aos delegados com a criação da quarta classe, que tiveram os vencimentos corrigidos em 20%. Pela proposta do Governo, os policiais só terão correção de 10%. Os outros 6% são do reajuste linear concedido ao funcionalismo público estadual. Carvalho explicou que a sociedade seria a única prejudicada com a greve por tempo indeterminado. Além disto, os policiais entenderam que têm condições de ganhar a diferença de 10% na Justiça.
“Não conseguimos sensibilizar o Governo, que impôs um percentual”, lamentou o sindicalista.
Atacado pelo governador, Carvalho reagiu ao destacar que os servidores públicos darão o troco nas urnas nas eleições de 2010. Frisou que a categoria está disposta a trabalhar pela eleição de qualquer candidato que não seja André Puccinelli.
3) Mesmo contrariados, PMs devem aceitar reajuste.
Quarta-feira, 13 de Maio de 2009 16:20.
Aline Queiroz e Danúbia Burema
Marcelo Victor
Cerca da 50 policiais participaram da assembléia de hoje.
Mesmo contrariados, policiais militares devem aceitar o reajuste proposto pelo governo estadual. Cerca de 50 policiais estão reunidos em assembléia, realizada esta tarde no auditório do Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande.
Segundo o assessor jurídico e vice-presidente da associação que representa a categoria, Edmar Soares, os policiais não concordam com o índice proposto porque reivindicavam 18% ao longo de cinco anos. Entretanto, Soares enfatiza que as manifestações para aumentar o índice não podem recair apenas sobre a entidade.
“Para qualquer mobilização precisa do apoio da maioria absoluta”, completa.
http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=253946
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

terça-feira, 12 de maio de 2009

POLÍCIA MILITAR DO MATO GROSSO DO SUL - SOLDADO DE POLÍCIA - R$ 1.700,00.

PROJETOS CRIAM ABONOS DE ATÉ R$ 150,00 E CORRIGEM DISTORÇÕES.
12 DE MAIO DE 2009.
Edivaldo Bitencourt
Projetos de lei, encaminhados hoje à Assembléia Legislativa pelo governador André Puccinelli (PMDB), prevêem reajuste linear de 6%, pagamento de abonos de R$ 75 a R$ 150, criação da quarta classe da Polícia Civil, realização de curso de capacitação para promoção de praças da Polícia Militar e correção das distorções até superior a 25% até 2014. Segundo o líder do Governo na Assembléia, deputado estadual Youssif Domingos (PMDB), o aumento elevará o comprometimento da receita liquida do Estado com pessoal dos atuais 36% para 40% ou 42%. O Governo pretende vota-los na quinta-feira.
Puccinelli propôs pagar abono aos agentes penitenciários, servidores de nível superior e da área de saúde. Conforme o Projeto de Lei 070/09, além do reajuste linear de 6%, os servidores com nível superior e os agentes penitenciários vão incorporar o abono de R$ 100 pago no ano passado. A partir deste mês, eles vão receber um novo abono, desta vez no valor de R$ 75. O abono maior, de R$ 150, será pago aos funcionários de Gestão dos Sistema Único de Saúde e da Gestão de Serviços Hospitalares.
O vencimento dos ocupantes de cargos de comissão oscilará entre R$ 440 mais representação de 100% (R$ 880 para DGA-7) e de R$ 4.130,40 mais gratificação de 60% (R$ 6.608,64). Já os policiais militares terão correção de 6% a 10,42%, segundo o presidente da Associação dos Cabos e Soldados da PM e Bombeiros, José Florêncio de Melo Irmão. Além disto, o PL 071/09 prevê a correção das distorções salariais para cabos e soldados até 2014. Segundo o sindicalista, neste período, o aumento oscila de 19% até mais de 25%.
O vencimento inicial para a PM será o seguinte: soldado R$ 1.700, cabo R$ 2.450, 3º sargento R$ 3.004,49, 1º sargento R$ 4.416,47, subtenente R$ 6.432,99, capitão R$ 8.003,84, major R$ 10.108,30, tenente coronel R$ 11.392,96 e coronel R$ 13.306,96.
O PL 073/09 transforma os vencimentos de advogado em subsídio, que incorporará adicionais e gratificações.
O vencimento inicial para advogado oscilará entre R$ 3 mil e R$ 3,9 mil. O servidores administrativos terão reajuste de 11% (nível superior), 17,4% (ensino médio) e nível fundamental (20,48%). Estes percentuais superam a inflação de 5,65% medida pelo IPCA-E (Índice de Preços ao Consumidor Amplo Especial) do IBGE nos últimos 12 meses.
Dois projetos se referem à Polícia Civil, única categoria que ainda não chegou a um acordo com o governador. Apesar do ultimato dado ontem, o Governo manteve a criação da quarta classe aos agentes da Polícia Civil, com o aumento de 16,69%, segundo o líder do Governo. Além disto, o projeto mantém a diferenciação salarial d 20% entre uma classe e outra. Outra proposta de Lei Complementar, a 06/09, reorganiza a PGE (Procuradoria-Geral do Estado).Um outro projeto prevê a realização de curso de capacitação para a promoção ao cargo de cabos e sargentos da PM.
De acordo com o Governo, atualmente não é exigido curso de formação para promoção dos praças. Com a decisão, o Estado desistiu de quebrar a carreira de praças e instituir um curso específico para 3º sargento. A revisão salarial de 6% entra em vigor no dia 1º deste mês.
http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=253817

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 8 de maio de 2009

APOSENTADORIA DE MILITAR DEVE SER PROPORCIONAL.

Tempo de serviço
Aposentadoria de militar deve ser proporcional
O salário de policial militar aposentado por enfermidade não relacionada ao serviço (alcoolismo) deve ser calculado proporcionalmente ao seu tempo de serviço. A decisão, por maioria de votos, é da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que reformou a sentença de primeiro grau. Anteriormente, a primeira instância concedeu ao soldado o direito a aposentadoria por invalidez correspondente ao de terceiro sargento, grau hierárquico imediatamente superior ao que ocupava quando na ativa.
O Estado apelante pediu a concessão do recurso em segundo grau, com o argumento de que o apelado não teria direito aos proventos como terceiro sargento, “uma vez que foi considerado inválido em decorrência do alcoolismo, enfermidade que não possui qualquer relação de causa e efeito com o serviço”.
No parecer do Ministério Público Estadual, feito pelo deferimento da apelação, o relator, desembargador Donato Fortunato Ojeda, afirma que a remessa do soldado para a inatividade ocorreu nos termos da Lei Complementar nº 26/1993, e foi decretada em decorrência da dependência etílica que culminou em repercussões orgânico-cerebrais, diagnosticadas em tomografias computadorizadas, com evolução crônica, progressiva e irreversível para a demência. Assim, de acordo com o magistrado, a doença acometida pelo policial não seria contemplada pela referida lei.
A aposentadoria com proventos da patente imediatamente superior somente é cabível nos caso em que houver incapacidade definitiva, em conseqüência de ferimento recebido na manutenção da ordem pública ou com enfermidade contraída nessa situação".
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A POLÍCIA MILITAR E A POLÍCIA CIVIL DE MATO GROSSO DO SUL LUTAM POR MELHORES SALÁRIOS E O GOVERNO DO PMDB AMEAÇA.

EMAIL RECEBIDO:
1) Assembléia de PMs vai discutir reajuste em 5 parcelas.
Quinta-feira, 07 de Maio de 2009 12:57.
Aline dos Santos e Ângela Kempfer.
A PM (Polícia Militar) e o Corpo de Bombeiros farão assembleia na semana que vem para discutir a proposta de reajuste do governo do Estado. Segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados, José Florêncio de Melo Irmão, a reunião será realizada entre segunda e terça-feira. De acordo com ele, a intenção é ter o projeto em mãos, pois, até o momento, há apenas a informação verbal sobre o reajuste.
A proposta do governo é conceder reajuste de 25%, sendo 6% em 2009 e os outros 19% até 2014. “Vai ser parcelado em cinco parcelas, em cinco anos. Isso dá 3.8% por ano, independente do reajuste que o governo for dar”. Conforme Melo Irmão, para soldado e cabo iniciante o aumento será maior. “Para o soldado iniciante, além dos 6%, terá 4.42%. O salário passa de R$ 1.539 para R$ 1.700. Os cabos iniciantes terão reajuste de 8.28%, e o salário passa de R$ 2.262 para R$ 2.450”. Segundo o presidente da associação, o comando da PM convocou reuniões com os policiais para apresentar a proposta do governo. Hoje, na reunião com os policiais rodoviários estaduais, Melo Irmão fez apresentação.
“O comando-geral não estava presente e fomos nós que apresentamos, porque foi aberto espaço para nós. Na assembléia, também vou ter que apresentar a proposta”, afirma. Amanhã, a reunião será com policiais do 10º Batalhão, na segunda-feira, a proposta será levada aos policiais do 9º Batalhão.
Para policiais que participaram da reunião, esses encontros servem como "falsa democracia". Sem se identificar, por medo de punição, um deles diz que os PMs são obrigados a participar das rreuniões e não têm direito a contestação. "Não aceitamos índice qualquer, isso é imposto", reclama.
Protesto - A quinta-feira é marcada pela paralisação dos policiais civis, que cobram o cumprimento de um acordo firmado em 2008 com o governo. De acordo com o presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), Paulo Flávio Carvalho, a categoria quer a criação da classe de investigador substituto e reajuste salarial de 20%.
Inicialmente, policiais civis, militares, bombeiros e agentes penitenciários se uniram em um Fórum de Segurança para discutir a proposta salarial. Contudo, agora, cada categoria se organiza de forma independente. “Não podemos fazer como a Civil. Deles, cortam o ponto. Na PM, abre processo para exclusão”.
Oposição – Ontem, o governador André Puccinelli anunciou aos 17 deputados da base aliada que enviará o projeto à Assembleia Legislativa. Hoje, o deputado Amarildo Cruz (PT) vai reunir os servidores para conhecer as propostas de cada categoria. “Quero conhecer as reivindicações. Para saber que foi mais contemplado, quem foi menos contemplado”, afirma Cruz, que é presidente da comissão de Administração e Serviço Público.
http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=253410

2) Coronel Orti lembra PMs da punição para aquartelamento.
Quinta-feira, 07 de Maio de 2009 10:18.
Aline dos Santos.
Ofício assinado pelo comandante da PM (Polícia Militar), coronel Geraldo Orti, lembra aos policiais militares que a constituição estadual proíbe greve e que o aquartelamento é punido com prisão. O documento traz cópias de matérias jornalísticas sobre protestos de policiais contra o reajuste proposto pelo governo do Estado. O ofício reforça que o aquartelamento, um subterfúgio para fazer greve, está tipificado no Código Penal Militar, onde o artigo 149 determina reclusão de quatro a oito anos. Já o artigo 151 prevê reclusão de três a cinco anos para o militar que não levar “motim ou revolta de cuja preparação teve notícia” ao conhecimento do superior. De acordo com o ofício, a lei deverá ser adotada para evitar qualquer ato de indisciplina, com autuação em flagrante e instalação de inquérito policial-militar. “O Governo do Estado tem se mostrado sensível às necessidades da Polícia Militar e dentro de um plano previamente estabelecido tem gradativamente atendido nossos anseios, pagando salários em dia, alocando recursos materiais para melhor aparelhar a Instituição, não sendo justo e honesto acompanhar meia dúzia de elementos descompromissados com a segurança e pôr em risco a estabilidade da instituição”, finaliza o documento.
Quinta – O dia é marcado por paralisação dos policiais civis, que cobram o cumprimento de um acordo firmado em 2008 com o governo. De acordo com o presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), Paulo Flávio Carvalho, a categoria quer a criação da classe de investigador substituto e reajuste salarial de 20%.
Em assembleia, os policiais rodoviários estaduais, que pertencem à Polícia Militar, sinalizaram que devem aceitar o reajuste de 6% proposto pelo governo.
http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=253394

3) Policiais civis iniciam mobilização; PMs não participam.
Quinta-feira, 07 de Maio de 2009 08:22.
Fernanda Mathias.
Policiais civis já estão concentrados em frente à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), na rua Padre João Crippa, centro de Campo Grande. Eles pretendem cruzar os braços até às 18 horas desta quinta-feira, em mobilização pelo cumprimento de acordos firmados pelo governo com a categoria.
A previsão é que somente 30% do efetivo estejam nas delegacias nesta quinta-feira. O presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), Paulo Flávio Carvalho, explica que a principal cobrança é que o governo cumpra com o compromisso firmado no ano passado de criar a classe de investigador substituto e conceda reajuste salarial de 20%.
O presidente da Associação de Cabos e Soldados, Melo Irmão, afirma que os Policiais Militares não vão se avolumar ao movimento. “A reivindicação deles (policiais civis) está em cima da criação da quarta classe e queremos tratar da política salarial”, justifica. Segundo ele, na segunda-feira ou terça-feira próxima os PMs e bombeiros devem deliberar sobre a proposta de reajuste salarial feita pelo governo. “Ainda não temos o projeto em mãos”, diz Melo.
Na segunda-feira última os comandantes da PM (Polícia Militar) e do Corpo de Bombeiros, respectivamente Geraldo Garcia Orti e Ociel Ortiz Elias, reuniram representantes das duas corporações para pedir paciência.
O governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB) disse esta semana que se os militares aderirem à movimentação isso será anotado em suas fichas funcionais.
http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=8&id=253382

4) André percorre delegacias e diz que protesto não assusta.
Quinta-feira, 07 de Maio de 2009 10:19.
Ângela Kempfer e Paulo Fernandes.
Depois de percorrer delegacias na manhã de hoje em Campo Grande e ligar para delegados, o governador André Puccinelli assumiu o tom “despreocupado”, em relação a mais um protesto realizado pelos policiais civis na Capital.“Percorri vários lugares e está tudo normal, não tem isso de operação tartaruga”, garantiu Puccinelli.
Os policiais fazem nesta quinta-feira, pela segunda vez desde o início das negociações salariais com o governo, paralisação de 24 horas.Mas a pressão não surtiu efeito, assegura Puccinelli. “Não estou preocupado”, resumiu.
O governador ataca o presidente do Sinpol (Sindicato dos Policiais Civis), como “chefe” de grupo reduzido de servidores que cobra reajuste “inviável”, na avaliação de Puccinelli. “Isso (paralisação) é coisa do Paulo Carvalho e de mais 30. O resto está muito contente com o índice que o governo vai repassar”, garante.Segundo o governador, os percentuais de reajuste informados, entre 6% e 25%, são justos para correções salariais. “Para um coronel, 6% dá quase R$ 1 mil, e para os salários mais baixos vamos dar mais de 20%”, justifica.
Puccinelli também lembrou de abono que será repassado em valores que variam de R$ 75,00 a R$ 150,00.
Paralisação - O governador dedicou os primeiros horários da agenda pra verificar os efeitos do protesto dos policiais, mas chegou antes do início da mobilização na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), onde cerca de 200 servidores da Segurança fazem apitaço nesta quinta-feira e fecharam limitaram o tráfego de veículo a apenas uma faixa da rua Padre João Crippa.
Nas faixas levadas pelos manifestantes o protesto é: “Para o governo a prioridade para segurança pública é apenas viatura”.
A categoria quer que o governo cumpra com o compromisso firmado no ano passado, de criar cargo de investigador substituto com 20% de acréscimo no salário. Porém, a proposta do governo foi a criação do cargo com 10% mais 6% de reajuste linear para reposição da inflação.
http://www.campogrande.news.com.br/canais/view/?canal=5&id=253395
As Polícias Militar e Civil de Mato Grosso do Sul estão lutando por cidadania.
O governador ameaça com punições.
O governador André Puccinelli é do PMDB.

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

sexta-feira, 17 de abril de 2009

OS DIREITOS HUMANOS E A POLÍCIA MILITAR - CAPITÃO DE POLÍCIA WESLEY FREIRE DE ARAÚJO (PMMS).

Como as sociedades contemporâneas têm focado nos princípios democráticos, dos quais está no ápice a dignidade do homem, sendo, por isso, de suma importância que a Polícia Militar, instituição responsável constitucionalmente pela Polícia Preventiva, conheça e aplique estes mandamentos.
Com o desenvolvimento humano em todas as áreas do conhecimento, com a busca por liberdade, da repulsa a opressão do homem pelo homem, de idéias de que os homens não são iguais por natureza, e por esse motivo, uns nascem para serem escravos e outros para dominar, da ojeriza do julgamento pelo Estado surgiu algo inerente à natureza humana, que preceituava a defesa de sua dignidade, nascendo assim, os Direitos Humanos.
O homem como ser pensante, desde o início necessitou juntar-se para sua auto-sobrevivência, cuja conseqüência mais evidente foi o surgimento da sociedade em que a família é a mais antiga de todas as sociedades, e a única natural. Portanto, de dentro dessa célula embrionária nasce o primeiro agrupamento de pessoas que formaria, posteriormente, essa agremiação.
A idéia é de que os homens têm um direito originário por natureza, independentemente, da intervenção do mais forte. Daí encontrou-se uma forma de associação que pudesse proteger os bens e a cada associado e em virtude do contrato social, todos os cidadãos são iguais e todos podem prescrever o que todos devem fazer. Deixando assim, a vontade individual para defender algo superior, o coletivo.
Em tal grau, procurou uma regra geral e uniforme, que se aplicasse a todos os indivíduos que residiam numa sociedade ordenada e que tal regra fosse escrita, sendo que esta alcançou entre os judeus uma posição sagrada, como manifestação da própria divindade. Mas foi na Grécia, mais particularmente em Atenas, que a preeminência da lei escrita tornou-se, pela primeira vez, o fundamento da sociedade política.
Como escrevera C. Rover de que um direito é um título, uma reivindicação que uma pessoa pode fazer para com outra de maneira que, ao exercitar esse direito, não impeça que outrem possa exercitar o seu. Assim sendo, todos são detentores de direitos e com mais diligência quando se diz respeito aos direitos fundamentais do homem.
As diferentes declarações dos direitos humanos, proclamadas em distintas épocas e lugares representam não apenas ideais, mas, muito mais do que isso são os resultados de grandes lutas travadas pelos povos para se livrarem das correntes da opressão, da exploração, do preconceito e da violência, como declarou João Ricardo W. Dornelles.
São buscas realizadas pelo homem para trazer a tona uma condição de vida mais proveitosa, cujos detentores do poder, que representam o Estado façam valer o que foi pactuado nas prescrições positivadas, sendo que a noção de direitos do homem assumiu dimensão empírica somente a partir das Declarações do fim do século XVII.
Com esse compromisso escrito e respaldado por garantias constitucionais, os homens passaram a ser abstratamente concebido como iguais, permitindo assim, que tivessem a possibilidade de viverem em harmonia consigo próprio e com seus semelhantes, tendo no Estado o ente que cuidaria dessas relações.
Neste contexto, as constituições passaram a ser o ápice das garantias, em cujo bojo estaria a solução para os desrespeitos ou a qualquer tipo de ameaça ou ofensa aos seus mais elementares direitos.
Deste modo, os direitos humanos são os direitos inerentes a nossa condição humana; sem estarmos no gozo deles não poderemos viver como autênticos seres humanos. Para que esses direitos fossem devidamente efetivados, a comunidade das nações uniram-se em pactos e convenções para promoverem e protegerem os direitos fundamentais da pessoa humana.
Atualmente, existe a convicção de que os Estados e os governos estão sujeitos aos direitos inalienáveis do homem, ou seja, mesmo que legisle um novo ordenamento jurídico, devem eles observar o direito da pessoa humana e a ele obedecer.
Com acontecimentos memoráveis, cuja formação do Estado moderno estava ocorrendo, a partir do século XVI (...) com a transição do feudalismo para a sociedade burguesa, surge à primeira geração dos direitos fundamentais, ou seja, as liberdades públicas que são a expressão das lutas da burguesia revolucionária, com base na filosofia iluminista e na tradição doutrinária liberal, contra o despotismo dos antigos Estados absolutistas.
Deflagrada a primeira Guerra Mundial, surge logo após a segunda geração, que são os direitos sociais, sendo antes poderes de agir. É o caso do direito ao lazer. Mas assim mesmo quando a eles se referem, as Constituições tendem a encará-los pelo prisma do dever do Estado, portanto, como poderes de exigir prestação concreta por parte deste.
A Constituição da República Federativa do Brasil, já no seu preâmbulo, aponta que seus dispositivos estão baseados nos princípios dos direitos humanos. No Título I – Dos Princípios Fundamentais, art. 1º, II e III, traz que A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (...) a cidadania; a dignidade da pessoa humana. Portanto, apresentam a cidadania e a dignidade da pessoa humana como os princípios de direitos humanos que fundamentam a Carta Magna pátria.
Assim, patente ficou que os direitos humanos são inalienáveis, subscritos a todos os seres humanos independentes de raça, religião, origem ou qualquer outro requisito, que possa ser usado para diferenciar o homem. Havendo, desse modo, a necessidade de protegê-los e promovê-los e à polícia preventiva, também cabe este papel.
Desde a Monarquia já existiam as forças públicas, responsáveis pelo policiamento das cidades e garantidoras da ordem pública, com várias denominações, sendo que a primeira a ser formada foi a Divisão Militar da Guarda Real de Polícia. Era o príncipe Regente reconhecendo a necessidade de uma organização de caráter militar para o provimento da segurança e tranqüilidade pública na cidade do Rio de Janeiro
A União, nesse período, procurou sempre ter o controle das forças policiais dos Estado-membros, situando-as na Constituição como suas reservas, procurando deixá-las, estruturalmente, semelhantes ao Exército. Porém, com a missão de preservar o bem estar da população.
Contudo, antes da Carta Magna de 1946 as polícias militares não eram reconhecidas, constitucionalmente, para o exercício da segurança interna, ou seja, eram regidas por normas infraconstitucionais. Nesta Constituição referida foram incluídas como uma instituição responsável pelo policiamento, bem como, mantenedora da ordem.
Assim, passou as polícias militares a realizarem, exclusivamente, o policiamento preventivo no que tange a equipamentos, viaturas e policiais caracterizados.
A polícia representa o Estado, que cumpre suas determinações frente aos administrados, sendo que, da mesma forma, para exercer sua força legítima sobre o tráfico, o Estado precisa de instrumentos para fazer respeitar as leis democraticamente concebidas. Esse instrumento é a polícia.
Tem-se a polícia judiciária tem como incumbência principal o de auxiliar a Justiça, destinando assim, a investigar os crimes que não puderam ser prevenidos, descobrir-lhes os autores e reunir provas ou indícios contra estes, no sentido de levá-los ao juízo. Por seu lado, a polícia administrativa tem o encargo de profilaxia, ou seja, preventiva, atuando, primeiramente, na fiscalização e controle para que não ocorra o ato ilícito, agindo antes da infração, procurando evitá-la.
Dessa forma, nos Estados-membros, no que concerne à proteção da vida, liberdade e patrimônio, a polícia administrativa é a Polícia Militar e a polícia judiciária, a Polícia Civil.
Conforme preceitua o caput do art. 144 da Constituição Federal de 1988: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio”, colocando assim, toda a sociedade como responsável pela segurança pública, atribuindo a todos e não somente a polícia este dever.
Do mesmo modo, o art. 144, § 5º da Carta Magna traz que às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. Portanto, destinam-se as Polícias Militares a responsabilidade pelo policiamento preventivo, por meio dos serviços policiais realizados ostensivamente, bem como, em todas as variáveis da Polícia Preventiva.
A polícia administrativa é organizada nos 26 (vinte e seis) Estados-membros e no Distrito Federal e mantidas pelos respectivos governos. Cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública conforme art. 144, § 5º, da Constituição Federal de 1988.
Nesta orientação e evolução das instituições, assim como, a positivação dos direitos humanos passa a assegurar uma dimensão permanente e absoluta contra o poder estatal. Portanto, a idéia de que não mais o poder do Estado seria absoluto, mas sim conforme as decisões convencionadas e postas em documento próprio, ou seja, as declarações de direitos, que o homem procurou garanti-los em um documento solene, ou seja, a sua positivação. Buscando-se, prioritariamente, afastar as decisões arbitrárias e pessoais do Soberano e, por conseguinte, não mais atendesse tanto aos interesses particulares como a sua própria vontade.
Neste contexto, para que os princípios de direitos humanos fossem introduzidos na Polícia Militar, foi necessário a quebra de paradigmas, cuja grade curricular dos cursos policiais militares foi modificada, sendo acrescentados os programas de direitos humanos. Pois, como escrevera Ricardo Balestreri, as transformações têm que passar pela educação. Não se muda um país sem educar as pessoas.
Hodiernamente, a Polícia Militar é uma instituição estabelecida para realizar o policiamento preventivo, sendo o cidadão o seu cliente e a quem procura garantir-lhe direitos, assim, também busca estratégias para a construção de uma legitimidade consensual sobre o seu papel na sociedade atual.
A Polícia Militar tem realizado instruções na área de direitos humanos, que tem como finalidade conceitualizar novas técnicas e táticas – e adaptar aquelas que já existem – de maneira a equipar os encarregados da aplicação da lei de todas as patentes e desempenho adequado de suas funções.
Tem-se ministrado instruções de matérias afins, bem como, introduzido programas educacionais que aproxime a comunidade da Polícia Militar, sendo que o princípio básico dessa aproximação é a legalidade. Respeitar as leis para se fazer respeitar, combinando eficiência policial com direitos humanos.
Destarte, patenteou a importância da Polícia Militar como uma instituição de defesa e promoção dos direitos humanos, sendo estes uma garantia fundamental do homem, que deve ter a dignidade preservada, pois assim sua qualidade de vida estará satisfatória, alicerçada nestes princípios.
Portanto, a Polícia Militar tem contribuído para que isso ocorra, tanto é que implementou os direitos humanos em suas instruções e serviços, bem como, têm desenvolvido medidas para a sua solidificação. Resta manifesto, que essa Corporação policial têm como baluarte a dignidade da pessoa humana nos seus serviços, assim como, tem como finalidade a perpetuação na doutrina policial militar.
Cap QOPM WESLEY FREIRE DE ARAÚJO - PMMS
Bacharel em Segurança Pública.
Bacharel em Direito.
Pós-graduando em Ciências Penais.

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PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO