Homem de bem, dê seu jeito, quero uma solução...
O presente artigo contém uma parte destinada ao leitor que acessa pela primeira vez o nosso espaço democrático, na verdade uma apresentação.
Eu sou Coronel da Polícia Militar, após ser aprovado no concurso público fui matriculado no Curso de Formação de Oficiais no dia 26 de fevereiro de 1976. No dia 26 próximo passado completei trinta e quatro anos no serviço ativo da PMERJ, embora esteja na “geladeira”, encostado e sem função, desde o dia 30 de janeiro de 2008, após ter participado da mobilização envolvendo os 40 da Evaristo e os Coronéis Barbonos, grupo de Coronéis de Polícia que fui acusado de liderar, na luta por melhores salários e por adequadas condições de trabalho.
Caro leitor de primeira hora, permita-me avançar no mote desse artigo, você poderá obter facilmente maiores detalhes sobre a mobilização nos artigos desse blog ou no livro “Cabral contra Paúl, um governador contra um Coronel de Polícia” ( http://govcabralcelpaul.blogspot.com ).
Indo em frente.
Eu pago só de imposto de renda, o tal imposto da justiça social, vinte e sete e meio por cento, ou seja, trabalho mais de três meses por ano apenas para pagar esse “assalto”, se me permitem esse desabafo, que ao lado de outros “assaltos”(impostos, taxas, contribuições, etc) termina engordando os cofres públicos administrados pelo governo nos seus diferentes níveis.
Eu não recebo nenhuma “bolsa”, pago todas.
Hoje eu cansei!
Após ler um artigo da Revista Veja dessa semana, mais um sobre escândalos relativos à subtração do nosso dinheiro, envolvendo o governo, eu cansei.
Homem de bem, dê seu jeito, quero uma solução...
Sim, você, homem de bem que ainda existe nesse Brasil, eu quero uma solução, dê seu jeito, como falam para o Policial Militar que deve superar diariamente incontáveis dificuldades no exercício profissional.
Eu não agüento mais, basta, não quero mais trabalhar meses para ser roubado diariamente, quero uma solução para esse Brasil criminoso, com o qual sou forçado a conviver.
Eu defendo a presunção da inocência, portanto, não quero condenar previamente qualquer pessoa, entretanto, não agüento mais esse “sistema” que me rouba e os seus incontáveis integrantes, uns novatos e outros velhos conhecidos.
Quero uma solução e quero rápido.
Hoje só tenho uma dúvida:
- O crime infiltrou seus tentáculos no governo ou o crime governa o Brasil?
Não quero assistir operações transmitidas ao vivo pela Rede Globo, com presos vestindo ainda pijamas; não quero ver imagens de políticos na cadeia, feitas entre frestas de cortinas; não quero ouvir que nunca se investigou tanto, uma tremenda falácia, pois está claro que nunca se roubou tanto no Brasil e muito menos, quero ouvir que a solução será obtida através da educação, que nos trará a sonhada cidadania, basta!
A educação no Brasil é tão ruim que nem em mil anos ela nos conduzirá à cidadania.
Homem de bem, dê seu jeito, quero uma solução...
Eu não quero ser surpreendido na caminhada da manhã com a presença de tanques nas ruas, efetivamente, não quero.
Não quero que prendam indiscriminadamente baseado no famoso “consta que”.
Quero que os direitos humanos sejam respeitados.
Não quero nem torturadores, nem terroristas.
Mas quero uma solução e quero agora, não quero ler outro escândalo amanhã.
Enquanto a solução não chega, não quero mais alimentar essas quadrilhas com o suor do meu trabalho.
Quero que ver o povo na rua, desejo que o povo pratique a desobediência civil, ampla, geral e irrestrita.
Não quero dar mais um único centavo a esses criminosos.
Homem de bem, dê seu jeito, quero uma solução...
Caso contrário, terei que dar razão ao meu amigo, Coronel de Polícia Rosette, quando diz em linguagem metafórica:
- Paúl, vamos apanhar um fuzil na Reserva Única de Material Bélico.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
EX-CORREGEDOR INTERNO
O presente artigo contém uma parte destinada ao leitor que acessa pela primeira vez o nosso espaço democrático, na verdade uma apresentação.
Eu sou Coronel da Polícia Militar, após ser aprovado no concurso público fui matriculado no Curso de Formação de Oficiais no dia 26 de fevereiro de 1976. No dia 26 próximo passado completei trinta e quatro anos no serviço ativo da PMERJ, embora esteja na “geladeira”, encostado e sem função, desde o dia 30 de janeiro de 2008, após ter participado da mobilização envolvendo os 40 da Evaristo e os Coronéis Barbonos, grupo de Coronéis de Polícia que fui acusado de liderar, na luta por melhores salários e por adequadas condições de trabalho.
Caro leitor de primeira hora, permita-me avançar no mote desse artigo, você poderá obter facilmente maiores detalhes sobre a mobilização nos artigos desse blog ou no livro “Cabral contra Paúl, um governador contra um Coronel de Polícia” ( http://govcabralcelpaul.blogspot.com ).
Indo em frente.
Eu pago só de imposto de renda, o tal imposto da justiça social, vinte e sete e meio por cento, ou seja, trabalho mais de três meses por ano apenas para pagar esse “assalto”, se me permitem esse desabafo, que ao lado de outros “assaltos”(impostos, taxas, contribuições, etc) termina engordando os cofres públicos administrados pelo governo nos seus diferentes níveis.
Eu não recebo nenhuma “bolsa”, pago todas.
Hoje eu cansei!
Após ler um artigo da Revista Veja dessa semana, mais um sobre escândalos relativos à subtração do nosso dinheiro, envolvendo o governo, eu cansei.
Homem de bem, dê seu jeito, quero uma solução...
Sim, você, homem de bem que ainda existe nesse Brasil, eu quero uma solução, dê seu jeito, como falam para o Policial Militar que deve superar diariamente incontáveis dificuldades no exercício profissional.
Eu não agüento mais, basta, não quero mais trabalhar meses para ser roubado diariamente, quero uma solução para esse Brasil criminoso, com o qual sou forçado a conviver.
Eu defendo a presunção da inocência, portanto, não quero condenar previamente qualquer pessoa, entretanto, não agüento mais esse “sistema” que me rouba e os seus incontáveis integrantes, uns novatos e outros velhos conhecidos.
Quero uma solução e quero rápido.
Hoje só tenho uma dúvida:
- O crime infiltrou seus tentáculos no governo ou o crime governa o Brasil?
Não quero assistir operações transmitidas ao vivo pela Rede Globo, com presos vestindo ainda pijamas; não quero ver imagens de políticos na cadeia, feitas entre frestas de cortinas; não quero ouvir que nunca se investigou tanto, uma tremenda falácia, pois está claro que nunca se roubou tanto no Brasil e muito menos, quero ouvir que a solução será obtida através da educação, que nos trará a sonhada cidadania, basta!
A educação no Brasil é tão ruim que nem em mil anos ela nos conduzirá à cidadania.
Homem de bem, dê seu jeito, quero uma solução...
Eu não quero ser surpreendido na caminhada da manhã com a presença de tanques nas ruas, efetivamente, não quero.
Não quero que prendam indiscriminadamente baseado no famoso “consta que”.
Quero que os direitos humanos sejam respeitados.
Não quero nem torturadores, nem terroristas.
Mas quero uma solução e quero agora, não quero ler outro escândalo amanhã.
Enquanto a solução não chega, não quero mais alimentar essas quadrilhas com o suor do meu trabalho.
Quero que ver o povo na rua, desejo que o povo pratique a desobediência civil, ampla, geral e irrestrita.
Não quero dar mais um único centavo a esses criminosos.
Homem de bem, dê seu jeito, quero uma solução...
Caso contrário, terei que dar razão ao meu amigo, Coronel de Polícia Rosette, quando diz em linguagem metafórica:
- Paúl, vamos apanhar um fuzil na Reserva Única de Material Bélico.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
EX-CORREGEDOR INTERNO
