O GLOBO
RECEBIMENTO ILEGAL DO AUXÍLIO-MORADIA NA PMERJ
O simbolismo já foi tratado no nosso espaço democrático (clique e leia), um tema muito interessante, sobretudo no mundo "no stop" no qual vivemos, quando uma imagem, mesmo que vista rapidamente, transmite incontáveis sensações e interpretações.Isso significa dizer que a simbologia de cada ato nosso deve ser considerada, antes da sua efetivação, evitando-se assim possíveis interpretações equivocadas, que pode desencadear a formação de opiniões negativas.
Tal preocupação deve ser maior ainda quando desempenharmos funções públicas.
Ontem, noticiamos que o Major de Polícia Wanderby Braga de Medeiros, atualmente lotado na Diretoria Geral de Pessoal, sem função, está sendo submetido a um Conselho de Justificação, o qual pode provocar o encerramento prematuro de sua carreira, ainda no posto de Major.
A submissão foi em decorrência da Comissão de Promoção de Oficais (CPO) da PMERJ ter atribuído a ele um conceito (média dos conceitos) inferior a 2,0, em uma escala que varia de 0,0 a 6,0.Obviamente, tal submissão, revela indícios claros de ser mais uma medida para calar a voz da tropa, que anseia por salários dignos e por adequadas condições de trabalho.
Nesse sentido, ela é inócua, ninguém nos calará.
E o que representa simbolicamente a submissão do Major de Polícia Wanderby a um Conselho de Justificação?
Como essa ação repercutiu e repercutirá entre os Oficiais e os Parças da PMERJ?
Certamente, a BANDA BOA da Polícia Militar condena por completo essa ação administrativa, porém a BANDA PODRE deve apoiar e comemorar, afinal é mais um HOMEM DE BEM, um PROFISSIONAL DIGNO que pode ser afastado, juntando-se aos Coronéis Barbonos, alvos de tantas represálias.
Pior, para o atual Comando, pois ficar no lado oposto ao do Major de Polícia Wanderby, acarreta um simbolismo muito ruim, em razão do que Wanderby representa de positivo simbolicamente:
- Honestidade;
- Competência;
- Amor corporativo;
- Idealismo;
- Destemor;
- Justiça;
- Honra;
- Coragem;
- Cidadania;
- e tantas outras qualidades positivas.
Portanto, fica evidente que estar do outro lado do muro é uma posição muito desconfortável...
O Major de Polícia Wanderby é um exemplo para seu pares, para seus subordinados e para seus superiores. Ele será o próximo presidente da AME/RJ e mudará a história da PMERJ e do CBMERJ, no exercício do mandato.
Leia o que escreveu o jornalista Gustavo de Almeida sobre o fato:
Sexta-feira, 5 de Junho de 2009
Contra Wanderby, os rigores da lei
Me informam que saiu o Conselho de Justificação do Major Wanderby. Ele pode ser reformado por cotas. Um profissional exemplar, que coordenou a ocupação da Cidade de Deus e nunca invocou o mérito, alguém que sempre lutou por SALÁRIO melhor para a PM (como parte fundamental da luta contra o crime e a corrupção dentro da corporação), pode ficar fora da PM.
Alguém que tem avô, pai e irmão policiais militares.
Mas a lei permite. Existe esta brecha.
Só que a PM hoje não usa a lei para moralizar. Usa para destilar rancor de oficiais invejosos. Usa contra o Major Wanderby, que é uma pessoa honesta. Usa com motivação pessoal - e eleitoreira, já que Wanderby concorre - e vai ganhar - à presidente da Associação dos Militares Estaduais.
Usam apenas, portanto, para uso pessoal: Wanderby será 'reformado por cotas'. Apenas por ter expressado opiniões, direito garantido pela Constituição Federal.
Agora, curioso é que não usaram a lei contra um oficial condenado a 56 anos de prisão por envolvimento com roubo de caixa eletrônico. Por estar recorrendo em liberdade, o oficial permanece trabalhando no QUARTEL-GENERAL da PM. E outro dia, segundo o blog Casos de Polícia do Extra, foi responsável por receber um general do Exército, que nem desconfiava estar na presença de alguém condenado a 56 anos de prisão.
A lei é dura para Wanderby. Mas é mole para quem tem envolvimentos suspeitos.
Assim funciona uma lei que é aplicada quando o dono dela sente vontade - e não quando o Estado de Direito existe.
GUSTAVO DE ALMEIDA
Nunca é demais recordar, conforme publicado no blog do Major de Polícia Wanderby, que em 2008, logo após a exoneração do Coronel de Polícia Ubiratan, ele solicitou a submissão do atual Comandante Geral e do atual Chefe do Estado Maior ao Conselho de Disciplina, por terem rompido compromisso formal (assinado documento) contido em documento encaminhado ao Comandante Geral da época, ao Secretário de Segurança e ao Governador do Estado. Ambos são membros efetivos da Comissão de Promoções de Oficiais que deu nota inferior a 2,0 para Wanderby.
O Secretário de Segurança não acolheu tais solicitações e nem a do organizador desse espaço democrático, relativa apenas ao atual Comandante Geral.
Temos certeza que tal fato já coloca sob suspeição a nota atribuída ao Major de Polícia Wanderby pela CPO, que ocasionou a sua submissão ao Conselho de Justificação.
Os problemas para o atual comando geral não param por aí, existe uma missão muito difícil, escolher o colegiado que comporá o Conselho de Justificação, considerando que uma escolha errada, ou seja, a escolha de um Oficial que não possua as mesmas qualidades positivas do Major de Polícia Wanderby, poderá desencadear uma onda ainda maior de desmoralizações.
Tarefa difícil, muito difícil.
Wanderby, conte conosco, conte com a BANDA BOA da PMERJ.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO


