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domingo, 6 de dezembro de 2009

JOGO DOS BICHOS: E AÍ?

O deputado federal Marcelo Itagiba, delegado da Polícia Federal, fez duro discurso contra o secretário de segurança do Rio de Janeiro, o delegado da Polícia Federal José Mariano Beltrame (ainda sem partido), na Câmara de Deputados, ao comentar a operação "JOGO SOLTO" da Polícia Federal em desfavor do jogo dos bichos no Rio, realizada na semana passada.
Eu concordo com as críticas, porém pergunto:
- E aí?
A repressão já acabou?
Era só isso?
A operação foi só um ataque na briga de egos inflados na Polícia Federal?
O certo é que o jogo dos bichos funciona normalmente, inclusive na periferia da Chefia da Polícia Civil, do Quartel General da Polícia Militar, das delegacias e dos batalhões, além do entorno da própria Secretaria de Segurança
- E aí?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

JOGO DOS BICHOS - CÚPULA DA SEGURANÇA PÚBLICA - GRAVÍSSIMAS DENÚNCIAS.

O GLOBO
O jornal O Globo na edição do dia 2 de dezembro de 2009 publicou matéria sobre a Operação “Bicho Solto” realizada pela Polícia Federal para combater a contravenção do denominado jogo dos bichos no Rio de Janeiro, um ilícito que funciona ostensivamente em cada esquina do nosso estado.
Os denominados “banqueiros do jogo dos bichos” têm fama de pagar propinas para policiais e políticos para que o jogo funcione normalmente nas ruas e vez por outra, no passado, eram apreendidas listas desses pagamentos, como o material que foi apreendido anos atrás e que deu origem a um processo que ainda está em curso na Auditoria de Justiça Militar até hoje.
A reportagem contém graves denúncias feitas por um delegado da Polícia Federal contra os gestores da segurança pública fluminense, que confirmam essa realidade e que merecem ser avaliadas pelo Ministério Público, conforme o trecho que destaco:
“O delegado federal Clyton Eustáquio Xavier, chefe da Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado no Rio, afirmou que está provado no histórico das investigações federais que o jogo do bicho e a exploração das máquinas caça-níqueis arrecadam milhões de reais por dia usados para financiar a corrupção de policiais, a ação de quadrilhas de exterminadores e a prática de outros crimes, como lavagem de dinheiro e formação de quadrilha”.
O delegado Clyton afirma que o histórico das investigações da Polícia Federal PROVAM a corrupção policial ente outros crimes financiados com o dinheiro do jogo dos bichos?
Diante desses fatos, como Beltrame, delegado da Polícia Federal, portanto, conhecedor desses fatos, permite que o jogo dos bichos funcione em cada esquina?
O delegado acrescenta:
“- O estado tem sido omisso, preferindo operações midiáticas e deixa de combater esse tipo de crime, que gera todo o dinheiro usado no fomento do crime organizado e na compra de armas – afirmou Clyton”.
Destaco ainda o seguinte trecho de grande importância:
“O delegado lembrou ainda que chamou a atenção dos agentes que fizeram o levantamento para a operação, a existência de pontos de apostas e cassinos funcionado próximos “a unidades das polícias Civil e Militar e até da Chefia da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública”.
Isso é uma verdade e significa a completa desmoralização de todo aparato de segurança pública diante das afirmações do delegado Clyton.
Antônio Werneck, autor da reportagem, acrescenta que em nota enviada ao jornal O Globo, a Secretaria de Segurança Pública disse que não iria comentar as declarações do delegado.
Isso é um absurdo.
Um claro sinal de desrespeito à população fluminense que paga os salários e as substantivas gratificações da cúpula da segurança pública do Rio de Janeiro.
Beltrame tem o dever de ofício de publicamente, em entrevista coletiva, contradizer as palavras do delegado da Polícia Federal Clyton Eustáquio Xavier ou confirmar as denúncias que ele fez e apresentar suas justificativas para o jogo dos bichos funcionar ostensivamente em todo o estado, apesar do denunciado.
A mídia tem o dever de cobrar essas respostas.
Caso contrário, a desconfiança se generalizará ainda mais.
Não tenho dúvidas de que o Ministério Público a partir do contido nessa reportagem irá adotar as medidas cabíveis que a gravidade da situação exige.
Isso tudo é uma vergonha.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO