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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

BELTRAME PREFERIA PINHEIRO NETO, NOMEIA COSTA FILHO, MAS IMPÕE A ELE A SOMBRA DE PINHEIRO NETO.

Prezados leitores, como prometi comento o artigo da jornalista Vera Araújo, publicado ontem no jornal O Globo.
A integra do artigo está transcrita no nosso blog (leiam), eu retirei apenas os principais pontos para comentar.
Peço aos leitores que não leram ainda o artigo “O GLOBO DESMASCARA O SECRETÁRIO BELTRAME E RATIFICA A MINHA OPINIÃO”, (leiam) que o façam antes de prosseguir na leitura.
“UMA ESCOLHA COM TOQUE DE GESTÃO EMPRESARIAL.
Secretário de Segurança Pública recorre a sua própria formação em administração para escolher a nova cúpula da PMERJ.
Por Vera Araújo
(...)
O primeiro passo do secretário foi se reunir com o grupo para buscar quais as qualidades necessárias para o novo comandante da PMERJ, descartando o que não gostaria de ver no sucessor do coronel Mário Sérgio. (Beltrame vai tinha nomeado antes três Comandantes Gerais, será que fez isso sem conhecer as qualidades necessárias para o exercício da função?) Depois de horas de encontros, regados a cafezinhos, não houve consenso num nome, mas num time formado por três oficiais.
Não precisamos de um homem só. Nós precisamos de um time - disse o secretário durante o processo de seleção (Como três nomes? Beltrame só tem competência para nomear o Comandante Geral, cabendo a esse comandante nomear todos os seus assessores. O trecho demonstra a interferência de Beltrame interna corporis, deixando o futuro Comandante Geral em uma situação absurda e extremamente delicada, ter que aceitar assessores impostos por Beltrame e logo os assessores imediatos e mais importantes).
CREDIBILIDADE E HONESTIDADE PARA ESTIMULAR A TROPA.
Havia consenso de que toda a equipe deveria passar credibilidade e honestidade a tropa, uma vez que a corporação está desestimulada por uma onda de denúncias de corrupção. (Novidade? Será que todos os escolhidos por Beltrame não tinham que passar credibilidade e honestidade?) Para o mais alto cargo da PMERJ, o que pesou na escolha do coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, de 54 anos, foi justamente o espírito de liderança, a fama de não atender apelos políticos (Eu só conheço um caso no qual o Coronel PM Costa Filho disse não a um político. Será que um caso demonstra que essa é uma característica do Oficial? Alguém conhece outro caso?) e a antiguidade no posto de Oficial. (Aqui o ponto mais importante, a continuidade da leitura demonstrará que o preferido de Beltrame era o Coronel PM Pinheiro Neto, que não teria sido escolhido em razão de ser um dos mais modernos da Polícia Militar. Portanto, foi principalmente a antiguidade de Costa Filho que determinou a sua nomeação).
Por ter sido pego de surpresa com a queda de Mário Sérgio, Beltrame teve que abrir mão de uma carta que tinha na manga para a sucessão no futuro: O coronel Alberto Pinheiro Neto. (Pinheiro Neto era o preferido). Beltrame recorreu às lições de gestão, nomeando o oficial para chefe de Estado-Maior, que lida com a parte operacional da corporação. (Não podendo nomear Pinheiro Neto, Beltrame o impõe a Costa Filho, o colocando como a segunda pessoa na PMERJ. Ratifico que Beltrame só tem competência para nomear o Comandante Geral, quem nomeia o Chefe do Estado Maior é o Comandante). O objetivo era um só: motivar Pinheiro Neto e mostrar a tropa que a ideia é esculpir quem deverá suceder Costa Filho mais adiante (Estranho que só agora Beltrame tenha resolvido usar o que aprendeu na faculdade, pois não adotou esse procedimento de esculpir quem sucederá o Comandante Geral quando nomeou Ubiratan, Pitta e Mário Sérgio).
Responsável pela Coordenadoria de Assuntos Estratégicos (Caes) - que cuida dos projetos para o copa do Mundo de 20 14 e Olimpíadas de 2016 - até a última quinta-feira, Pinheiro Neto tem como qualidade de ser antenado com as novidades tecnológicas. (Justificativa asem sentido para a escolha de um Chefe de Estado Maior. Lembro que Pinheiro Neto chegou a Chefe do Estado Maior pelas mãos de Beltrame, tendo comandado apenas uma Organização Policial Militar, portanto, experiência no comando não é uma de suas características). No momento, ele foi também a solução para dar ânimo aos integrantes das unidades operacionais, como o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), que já ficou sob o comando do Oficial (Risível essa justificativa, como alguém pode ser escolhido por ela?).
Por fim nomear a coronel Kátia Boaventura como chefe de Gabinete também foi mais uma manobra para estimular as mulheres (Outra justificativa sem qualquer sentido. Lembro que Beltrame também não tem competência para escolher o Chefe de Gabinete do Comandante Geral). Afinal, nunca uma chegara a um posto tão alto dentro da PMERJ. Embora não exista esta figura na gestão privada, na pública, o cargo representa poder, pois tudo tem que passar pelo chefe de gabinete.
Neste caso, há algo a mais: um toque feminino (A Coronel PM Kátia é competente e honesta, sempre se destacando nas funções que exerceu na PMERJ, as justificativas utilizadas para a sua escolha acabam diminuindo a sua importância institucional)".
Fim do artigo.
Prezados leitores, o artigo de Vera Araújo mostra uma face de Beltrame que a população não conhece, a de um secretário que interfere diretamente na PMERJ, não dando autonomia para o Comandante Geral escolher nem seus principais assessores, sobretudo o Chefe do Estado Maior, que nunca poderia ter sido imposto.
A interferência feita por Beltrame nos conduz a uma reflexão: Será que Mário Sérgio teve alguma autonomia?
Será que a colocação de "caveiras" no comando de batalhões foi ideia de Mário Sérgio ou veio da SESEG, considerando a preocupação de Beltrame com o BOPE?
Lembro que Mário Sérgio ao pedir para sair fez questão de afirmar que foi ele quem escolheu o Ten Cel Cláudio para comandar, algo inteiramente desnecessário pois cabe ao Comandante Geral nomear os comandantes subordinados.
Ele fez questão de explicar o que não carecia de qualquer explicação.
Será que tinha surgido algum boato sobre a "indicação" de Cláudio ter partido de alguém?
A interferência de Beltrame colocou Costa Filho na seguinte saia justa:
Ele sabe que Beltrame queria Pinheiro Neto no seu lugar e tem a sombra de Pinheiro Neto como sendo o segundo homem na PMERJ.
Logo correrão boatos pelos corredores castrenses que o homem forte da Corporação é Pinheiro Neto, o preferido de Beltrame, podem anotar.
O culpado: Beltrame, o que nunca tem culpa de nada.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

UMA ESCOLHA COM TOQUE DE GESTÃO EMPRESARIAL - O ARTIGO QUE REVELA O MODO BELTRAME DE GERIR A POLÍCIA MILITAR.

Um bombeiro Militar, nosso leitor, fez o favor de encaminhar o texto da reportagem do jornal O Globo de ontem, muito obrigado.
Peço que leiam com atençãoe que comentem, ao final da noite eu comentarei.
UMA ESCOLHA COM TOQUE DE GESTÃO EMPRESARIAL.
Secretário de Segurança Pública recorre a sua própria formação em administração para escolher a nova cúpula da PMERJ.
Por Vera Araújo
varaujo@oglobo.com.br
Foi do Curso de administração de empresas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que o Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, tirou conceitos de gestão para escolher a nova cúpula da Polí¬cia Militar. Atropelado pela quinta crise que enfrentou nos quase cinco anos a frente da pasta e que culminou com a saí¬da do Coronel Mário Sérgio Duarte da corporação, Beltrame reuniu seu staff, na noite de quarta-feira , adotando técnicas do mundo corporativo: recrutamento, seleção, liderança e motivação.
O primeiro passo do secretário foi se reunir com o grupo para buscar quais as qualidades necessárias para o novo comandante da PMERJ, descartando o que não gostaria de ver no sucessor do coronel Mário Sérgio. Depois de horas de encontros, regados a cafezinhos, não houve consenso num nome, mas num time formado por três oficiais.
Não precisamos de um homem só. Nós precisamos de um time - disse o secretário durante o processo de seleção.
CREDIBILIDADE E HONESTIDADE PARA ESTIMULAR A TROPA.
Havia consenso de que toda a equipe deveria passar credibilidade e honestidade a tropa, uma vez que a corporação está desestimulada por uma onda de denúncias de corrupção.Para o mais alto cargo da PMERJ, o que pesou na escolha do coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, de 54 anos, foi justamente o espírito de liderança, a fama de não atender apelos políticos e a antiguidade no posto de Oficial.
Por ter sido pego de surpresa com a queda de Mário Sérgio, Beltrame teve que abrir mão de uma carta que tinha na manga para a sucessão no futuro: O coronel Alberto Pinheiro Neto. Beltrame recorreu às lições de gestão, nomeando o oficial para chefe de Estado-Maior, que lida com a parte operacional da corporação. O objetivo era um só: motivar Pinheiro Neto e mostrar a tropa que a ideia é esculpir quem deverá suceder Costa Filho mais adiante.
Responsável pela Coordenadoria de Assuntos Estratégicos (Caes) - que cuida dos projetos para o copa do Mundo de 20 14 e Olimpíadas de 2016 - até a última quinta-feira, Pinheiro Neto tem como qualidade de ser antenado com as novidades tecnológicas. No momento, ele foi também a solução para dar ânimo aos integrantes das unidades operacionais, como o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), que já ficou sob o comando do Oficial.
Por fim nomear a coronel Kátia Boaventura como chefe de Gabinete também foi mais uma manobra para estimular as mulheres. Afinal, nunca uma chegara a um posto tão alto dentro da PMERJ. Embora não exista esta figura na gestão privada, na pública, o cargo representa poder, pois tudo tem que passar pelo chefe de gabinete.
Neste caso, há algo a mais: um toque feminino.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
PROFESSOR E CORONEL
Ex-CORREGEDOR INTERNO

sexta-feira, 22 de maio de 2009

RIO DE JANEIRO - OS SERVIDORES PÚBLICOS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO "QUEREM" COLABORAR COM O GOVERNO DO PMDB.

Toda empresa privada que tenha ingressado no século XX, isso mesmo, século XX, tem feito um grande esforço para transformar os seus funcionários em "COLABORADORES", ou seja, comprometidos (responsáveis) com o suceso da empresa.
O sucesso ou o fracasso passa a ser responsabilidade de todos.
A empresa almeja que todo funcionário participe ativamente das atividades desenvolvidas pela empresa, buscando o envolvimento completo com a instituição e o transformando em "PARCEIRO DO SUCESSO".
O cliente é o foco de toda empresa moderna.
Esse breve resumo já é mais que suficiente para demonstrar que os últimos governos do Estado do Rio de Janeiro administram o Estado como se estivéssemos no século XIX.
O funcionário público é tratado como "EMPREGADO", recebendo salários miseráveis, tendo uma carga horária excessiva e péssimas condições de trabalho.
Não existe uma política voltada para a motivação do funcionalismo público, inexiste uma política salarial e uma política eficiente de ascensão profissional meritória. Por exemplo, Policiais Militares são promovidos por "tempo de serviço", um absurdo.
Esse funcionário público tratado como um empregado do século XIX é o respónsável por SERVIR e PROTEGER o cidadão fluminense, no século XXI.
O resultado trágico dessa realidade é o que assistimos diariamente nas instituições públicas fluminenses, uma verdadeira penitência para a população fluminense, que cobra saúde pública, educação pública e segurança pública de qualidade e recebe em troca, péssimos serviços.
O foco do Governo não é o cidadão fluminense,o cliente dos serviços públicos.
Um Governo retrógrado.

"PMDB NO RIO, UM GOVERNO DO SÉCULO XIX, MAS QUE COMPRA COMPUTADORES DO SÉCULO XXI!"

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

quarta-feira, 25 de março de 2009

UMA AULA DE GESTÃO EMPRESARIAL.



Hoje eu fui ao cyber café da livraria Nobel, onde postei alguns artigos e aproveitei para lanchar.
Enquanto lanchava pude observar uma pequena reunião que acontecia no local, tendo como participantes funcionários da lanchonete e uma senhora que parecia gerente ou dona do estabelecimento.
A reunião era informal, transcorrendo em um clima muito amistoso, sendo que os funcionários apresentavam inúmeras sugestões, algumas até contrariando a idéia inicial da gerente/dona.
Eu acompanhei a reunião por cerca de vintes minutos, mas pude perceber que era uma pequena empresa gerida com conceitos modernos, onde os funcionários são verdadeiros colaboradores, “cúmplices” no sucesso ou no fracasso da empresa.
Assisti a uma aula de administração.
Ao sair da livraria, lembrei-me dos “Coronéis Barbonos” e do Governador Sérgio Cabral Filho, recordando das reuniões no Palácio Guanabara e lamentei o fato do governador não nos aceitar como colaboradores na gestão da segurança pública. Ele abriu mão dos profissionais e depois, em represália, os prejudicou.
O episódio, mais uma vez, ratificou a minha opinião de que “profissionais não se improvisam”, conforme disse o General José da Silva Pessoa e também reforçou ser imperioso que os funcionários públicos de carreira assumam o governo estadual no Rio de Janeiro.
O Estado do Rio de Janeiro teria falido há muito tempo se fosse uma empresa privada, em face dos desmandos e do desconhecimento dos políticos.
Chega de políticos profissionais, que em nada contribuem para o sucesso do Rio de Janeiro.
Cidadão Fluminense conheça e apóie essa idéia, vote nos funcionários públicos de carreira.
Para governador, um médico, um professor ou um policial, o importante é que seja um funcionário público e que a sua equipe seja multidisciplinar, composta apenas por funcionários públicos.
Uma gestão profissional e eficaz.
Um governo do povo e para o povo do Rio de Janeiro.


PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO