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terça-feira, 12 de maio de 2009

O RECEBIMENTO ILEGAL DO AUXÍLIO-MORADIA E O ROUBO DOS FUZIS M-4 DO SEXTO BATALHÃO.

Amanhã, a nossa amada, heróica e gloriosa Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, completará 200 anos de existência – o bicentenário.
Alcançamos essa data histórica, salvo melhor juízo, no momento em que a Polícia Militar atravessa o seu pior momento no contexto da segurança pública nacional.
A Polícia Militar está ajoelhada diante do poder político, após a aceitação da intervenção realizada no início de 2008, estando totalmente subjugada, sem qualquer sinal da reconstrução da identidade institucional.
Vivemos dias em que os Policiais Militares – o patrimônio da Polícia Militar -, sofrem a maior desvalorização profissional já vivenciada na história institucional recente, recebendo salários tão aviltantes, que beiram ao escárnio.
A morte violenta de um Soldado da Policial Militar deveria ser considerada como um crime contra a Pátria, porém, a sociedade não entende dessa forma, tendo em vista, que a própria Polícia Militar não valoriza o seu patrimônio humano.
Um Soldado da Polícia Militar, ser morto, após arriscar a própria vida em defesa da sociedade, recebendo em contrapartida, metade do que recebe uma diarista (faxineira), é uma verdadeira afronta e desmoraliza os líderes da Instituição, os Coronéis de Polícia.
Hoje, não é raro ouvir-se no seio da tropa que nasce uma saudade do ex-governador Anthony Garotinho, algo inimaginável, antes de 2007.
O quadro é aterrador e as esperanças escorrem pelo ralo do tempo.
Enquanto a desmotivação é evidente, às vésperas do bicentenário, uma crime gravíssimo ecoa pela mídia, o roubo de dois fuzis M-4 da reserva de armamento do 6º BPM (Tijuca), fato já confirmado pela Polícia Militar.
Um crime que ofende a todos nós e que demonstra, mais uma vez, a infiltração criminosa nas instituições policiais do Estado do Rio de Janeiro.
O ato é tão absurdo, que devemos refletir sobre o que leva um Policial Militar ou um Policial Civil a praticar desvios de conduta de natureza tão grave.
Qual será o destino desses dois fuzis M-4?
Certamente, a criminalidade, de uma forma ou de outra.
O autor do crime deu vazão a sua vontade de praticar o crime e de uma forma ou de outra, alguém deu a oportunidade a ele de realizar o que pretendia.
Essas são as primeiras causas de todo e qualquer desvio de conduta.
Será que a crescente desvalorização profissional (salários famélicos) seria a causa determinante?
Os Policiais ganham tão pouco que passaram a não temer a pena demissionária, considerando que ganham muito mais no “bico”?
Os salários miseráveis transformariam os Policiais em presas fáceis para o crime, diante da possibilidade de ganhos mais fáceis, embora de origem criminosa?
O desgaste físico e o estresse emocional resultantes da conjugação das atividades durante o serviço e a atividade durante o “bico”, fragilizariam tanto os Policiais que eles perderiam o equilíbrio indispensável para resistir às pressões interna corporis e externas para optarem pelos desvios de conduta?
A ilegalidade visível nas ruas do Rio de Janeiro, como o “jogo dos bichos”, o “tráfico de drogas” e as “milícias”, o que sugestiona perigosamente o envolvimento do poder público com o crime, gerando o pensamento “se eles podem, eu também posso”?
Ou será que o envolvimento em crimes é decorrente da falta de exemplos positivos?
Se esse for um dos motivos, então o governo estadual está alimentando tal motivação.
Primeiro, perseguiu os Coronéis Barbonos, esquecendo-se que a tropa da Polícia Militar é uma tropa profissional, existindo incontáveis Soldados de Polícia Militar com curso superior completo, formadores de opinião.
Assim sendo, ao perseguir os Coronéis Barbonos, reconhecidamente honestos, o governo estadual fez uma opção muito ruim, um grave erro de avaliação, pois a leitura na tropa esclarecida é que o governo não queria o concurso dos honestos.
Tal quadro se agravou com a constante perseguição ao Major de Polícia Wanderby, reconhecido por todos por sua integridade moral.
Mais um recado do governo tem sido transmitido à tropa.
E, para culminar, a desastrosa maneira como foi conduzido o flagrante de recebimento ilegal de auxílio-moradia por Oficiais da PMERJ, inclusive pelo Chefe do Estado Maior (Subcomandante Geral da PM).
A ordem “apenas” para cortar o benefício foi escandalosa!
A instauração de uma apuração sobre o fato, só tem a finalidade de identificar quem agiu da mesma forma, pois com relação a quem foi pego recebendo, nada existe a apurar, a não ser o valor total a ser restituído.
O valor recebido mensalmente era quase igual ao salário integral de um Soldado de Polícia.
O caso está sendo tratado como todos os outros desse governo, ninguém fala mais a respeito, nem a mídia.
Seja qual for o motivo, ou os motivos, que determinam que um Policial Militar ou um Policial Civil ingresse no crime, as soluções cabem as Instituições Policiais, através dos mecanismos de controle interno; ao Ministério Público, como fiscal da atividade policial e ao governo do Estado, como gestor das Polícias Estaduais.
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO

segunda-feira, 11 de maio de 2009

MISTÉRIO NO SEXTO BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR.

O DIA:
CINCO FUZIS TERIAM SIDO ROUBADOS DE BATALHÃO DA TIJUCA.
Bartolomeu Brito.
RIO - O quartel do Sexto Batalhão, situado na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, viveu um dia de grande movimentação, nesta segunda-feira, quando uma notícia deu conta de que a sala da reserva de armamento daquela unidade militar havia sido arrombada e cinco fuzis M-4 teriam sido roubados (clique e leia).

PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
CORONEL BARBONO