Mostrando postagens com marcador caveirão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caveirão. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 2 de março de 2012

GOVERNO SÉRGIO CABRAL (PMDB) - SEGURANÇA PÚBLICA É PRIORIDADE...

JORNAL EXTRA:
Blindados da Polícia Civil estão parados por falta de manutenção e tropa de elite da instituição fica desprotegida.
Paulo Carvalho
Os policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) são a tropa de elite da Polícia Civil do Rio. Mas estão a pé e desprotegidos na hora de entrar em favelas dominadas pelo tráfico ou apoiar operações de delegacias. Há pelo menos oito meses, os dois veículos blindados da especializada não sabem o que é entrar numa comunidade: estão estacionados com problemas no pátio da Core, ao lado do prédio da Chefia de Polícia Civil, no Centro do Rio. Na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), o blindado também está parado.
Na sexta-feira passada, o inspetor André Ximenes, de 42 anos, que chefiava uma equipe de 11 homens da Core numa operação — sem blindados — na favela de Manguinhos foi atingido nas duas pernas por um tiro de metralhadora disparado por um traficante. Durante 50 minutos, ele perdeu sangue, encurralado pelos bandidos, até conseguir auxílio de um blindado do 22º BPM (Maré), que resgatou os agentes.
A vulnerabilidade das equipes nas ruas fazem com que outros veículos, como as picapes, fiquem avariados durante confrontos. Duas delas estão quebradas e fazem parte do cemitério de carros avariados que se tornou o pátio da delegacia.
A operação em que Ximenes foi baleado fazia parte de um projeto da Polícia Civil de pacificar a região que será ocupada pela Cidade da Polícia, perto de uma das entradas do Jacarezinho.
Ximenes foi baleado nas esquinas da Avenida dos Democráticos com Dom Hélder Câmara, por volta das 19h30m da última sexta-feira. Dois bandidos passaram pelo local armados com uma pistola. Eles jogaram o veículo no meio da rua e fugiram. Quando os policiais tentaram recuperar a moto, foram atacados.
De acordo com informações dos próprios agentes da Core, o blindado mais antigo passa por problemas na parte elétrica. Já o modelo mais novo, criticado pelo seu tamanho por não caber em vielas, está com os pneus em péssimas condições de uso. A situação chegou a tal ponto que as equipes da Core estão evitando realizar operações à noite, por não terem os carros blindados no apoio.
— Foram momentos em que eu achei que fosse morrer. Depois de baleado, me escondi num barraco e vi tiros passando pela nossa cabeça e granadas sendo arremessadas pelos bandidos. A todo momento eu pedia apoio pelo rádio. Foi preciso que um blindado da Polícia Militar chegasse para que conseguíssemos sair da favela. Perdi muito sangue enquanto esperava pela ajuda. Se estivéssemos com o blindado, poderíamos ter saído mais rapidamente da favela. No hospital, ainda ouvíamos os traficantes dando tiros para o alto, como se estivessem comemorando o fato de terem baleado um policial durante o confronto. Os bandidos estavam posicionados em cima das lajes. Isso foi o que complicou tudo, porque eles eram uns 50 e nós, apenas 11 — contou Ximenes ao EXTRA (Leiam).
Juntos Somos Fortes!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

SOCORRO!

JORNAL EXTRA:
"O anúncio da Secretaria de Segurança Pública do Rio de que pretende substituir os 12 caveirões da polícia fluminense por modelos mais ágeis gerou controvérsia no mercado brasileiro. Isso porque um dos modelos cotados - o russo Tigre GAZ 2330, espécie de jipe que custa cerca de R$ 530 mil - sairia mais caro do que outros semelhantes produzidos pela indústria brasileira, segundo um empresário do setor.
O modelo russo tem capacidade para transportar nove policiais, blindagem resistente a fuzil e pesa cerca de seis toneladas - ou seja, sem qualquer nova tecnologia que nossa indústria já não ofereça, segundo Ricardo Barros, diretor da AutoLife Blindagens, empresa que já desenvolveu projetos militares para o Exército brasileiro e polícias de vários estados, entre eles o Rio. Outro ponto questionado, além do alto custo, é a manutenção e reposição de peças".
Não custa que o Coronel de Polícia Pinheiro Neto viajou para a Rússia no ano passado.
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE POLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INTERNO

domingo, 6 de setembro de 2009

LEIA COM ATENÇÃO...

JORNAL BRASIL DE FATO ONLINE:
No Rio, o terrorismo contra a pobreza
Comunidades pobres e organizações de direitos humanos denunciam práticas terroristas nas operações em que blindado militar da PM do Rio é usado para entrar nas favelas
Júlia Gaspar,Rio de Janeiro (RJ)
O medo que as crianças tinham do Bicho Papão caiu em desuso; o monstro da vez é o Caveirão. Mas este não foi extraído de um conto de fadas. É algo bem verdadeiro e assustador até para adultos: trata-se de um carro blindado do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope) do Rio de Janeiro que tem o desenho de uma caveira com duas pistolas cruzadas e uma faca enfiada na cabeça, além de uma série de fuzis que eventualmente dão tiros para todos os lados de forma aleatória.
Esse típico veículo de guerra entra nas favelas do Rio de Janeiro todos os dias com um alto-falante que faz ameaças aos moradores: "Sai da rua"; "Vai dormir"; "Vim buscar sua alma". Quem é pego de surpresa, precisa encarar ou pode ser morto na tentativa de se esconder.
Essa conduta da polícia militar carioca está mobilizando movimentos sociais e Organizações Não-Governamentais (ONGs), como a Anistia Internacional, o Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Petrópolis, a Justiça Global e a Rede de Comunidades e Movimentos Contra a Violência. Juntas, essas entidades preparam um abaixo-assinado que reivindica à governadora do Estado do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus (PMDB), a suspensão do Caveirão, definindo-o como um "instrumento de terrorismo, inconstitucional e contrário aos mais elementares direitos humanos". Além das assinaturas no Brasil, a governadora vai receber de 72 países cartões postais com a foto do Caveirão e um texto em repúdio ao veículo.
Até o momento, a polícia militar possui oito blindados deste tipo - três de uso do Bope e cinco dos comandos regionais. O tenente coronel Aristeu Leonardo Tavares, chefe do setor de Relações Públicas da Polícia Militar do Rio de Janeiro, afirma que a experiência possui resultados tão compensatórios que policiais militares de outro estados buscam implementar o sistema. Ele também diz que o Caveirão é uma das causas da diminuição drástica do número de policiais mortos em serviço. Mas Marcelo Freixo, da ONG Justiça Global, explica que a quantidade de civis mortos pela PM aumentou muito e acusa a polícia do Rio de Janeiro de ser a mais violenta do mundo.
Muitas das mortes causadas por policiais são registradas como "auto de resistência", que significa que supostamente o indivíduo morreu em conflito com a polícia. O professor Ignácio Cano, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), fez uma pesquisa e constatou que, em 70% dos casos registrados como "auto de resistência", os tiros foram dados pelas costas e a curta distância. Como não há ninguém que troque tiros de costas, foram, na realidade, execuções sumárias. Na maioria dos casos, cabe apenas à família provar a inocência do morto, dizendo que não enfrentou a polícia. O confronto fica resumido à palavra do morador do morro versus a palavra do policial.
Terrorismo social
A maioria das vítimas de violência policial é de moradores da favela. E, apesar de os bandidos serem minoria nas favela (no Rio de Janeiro como em outras metrópoles), isso é o suficiente para legitimar, nas políticas de segurança pública, a criminalização de toda uma comunidade. "Ocorre que não está se criminalizando o crime, mas sim a pobreza", afirma Marcelo Freixo.
O ativista também critica o "mandato de busca genérico", instrumento pelo qual um juiz autoriza a polícia a entrar na casa de qualquer pessoa de uma comunidade inteira. Ou seja, toda a favela é suspeita. A justificativa que consta de um desses mandados é mais que preconceituosa: "para contribuir com os incorruptíveis policiais do RJ (...) e combater o lixo genético da sociedade".
O conceito de que bandido e favelado são sinônimos vem desde as músicas cantadas durante o treinamento de membros da divisão de elite do Bope. O relatório "Eles entram atirando", divulgado pela Anistia Internacional, descreve algumas dessas canções:
"O interrogatório é muito fácil de fazer
pega o favelado e dá porrada até doer.
O interrogatório é muito fácil de acabar
pega o favelado e dá porrada até matar".
Outra dessas músicas citadas no documento:
"Bandido favelado
não varre com vassoura
se varre com granada
com fuzil, metralhadora".
Repressão
"A primeira coisa que a polícia faz é acusar as pessoas de traficantes, e a mídia reproduz", diz Deley, morador da Favela de Acari, na capital fluminense. Deley é professor de futebol e conta que estava em aula com seus alunos, quando ouviram que o Caveirão estava subindo o morro, então todos correram, apavorados. Ele lembra também de uma das vezes em que a polícia invadiu a favela, porque os traficantes não tinham pagado a propina dos policiais. E fala que, em represália, os PMs mataram um garoto, prenderam em frente ao Caveirão, rodaram pela área esperando trazerem o dinheiro e ameaçaram colocar mais cinco corpos em cima do blindado. Para Marcelo Freixo, a luta de direitos humanos é pedagógica, é a construção de uma cultura de direitos. Por isso, a campanha contra o Caveirão faz uma crítica à política de segurança pública e leva a sociedade a discutir a realidade em que vive".
Esse texto é de 01/12/2006.
Você o considera atual?
JUNTOS SOMOS FORTES!
PAULO RICARDO PAÚL
CORONEL DE DPOLÍCIA
Ex-CORREGEDOR INETRNO