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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

NA POLÍCIA MILITAR AMEAÇAS, NA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL ACORDO!

Email recebido:


Na PMERJ a discussão "ir ou não ir na passeata brigar por salário digno"... e enquanto isso:


13/02/2008 09:16
Governo se compromete a recompor
salários dos PRFs

Alcindo Rocha


O governo federal aceitou a proposta da FenaPRF (Federação Nacional da Polícia Rodoviária Federal) de incorporar ao vencimentos dos PRFs a parcela complementar criada depois da votação da MP 305 (medida provisória), de 2006. Conforme a FenaPRF, a decisão do governo corrige uma injustiça contra alguns policiais que tiveram perdas salariais a partir da aprovação da MP.
O acordo foi firmado ontem em reunião no MPOG (Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão), com a participação de representantes do MJ (Ministério da Justiça). Pela categoria, estiveram presentes o presidente da FenaPRF, Gilson Dias da Silva, representantes de cerca de 15 SinPRF e do DPRF (Departamento da PRF). O encontro deve ser o primeiro de uma série de quatro. O próximo está agendado para o dia 25 de fevereiro.
Na ocasião, o governo deverá apresentar projeto de lei com a tabela de recomposição. Segundo os técnicos do governo, é preciso primeiro construir este tabela para que na hora da discussão e definição da recomposição salarial não ocorra nenhum distorção. O governo se compromete ainda a enviar o projeto de lei ao Congresso com pedido de urgência.
Além da incorporação da parcela o governo reiterou que cumprirá o acordo que garante o nível superior para ingresso na
carreira e a criação de novas vagas para policiais no DPRF. O delegado federativo do SinPRF/MS (Sindicato da PRF de Mato Grosso do Sul), Lúcio Nogueira, disse que ficou acordado a abertura de 3 mil novas vagas. A reivindicação da categoria era de abertura de 10 mil.
O presidente da FenaPRF, Gilson Dias da Silva, não aceitou a repactuação dos prazos da
negociação. Segundo Da Silva, os policiais rodoviários federais estão deste 2005 sem qualquer tipo de reajuste o que inviabiliza qualquer tipo de repactuação. "Neste período outras polícias tiveram seus reajustes enquanto nós não ganhamos nada", disse.
Assembléia
A FenaPRF convocou para às 9h (horário de Mato Grosso do Sul) de hoje, em Brasília (DF), assembléia geral da categoria para deliberar sobre o indicativo de greve decidido nos estados. A federação informa que será discutida a tabela de vencimento da categoria e as ações a serem adotadas. Isso estava decidido antes da audiência com o governo realizada ontem. Lúcio disse que a assembléia apenas vai legitimar as decisões tomadas nos Estados. Ontem, ele disse que mesmo com acordo, será mantido o alerta até o efetivo cumprimento das reivindicações.
Em Mato Grosso do Sul, o indicativo de greve foi decidido em assembléia no dia 30 de janeiro. Na ocasião, o presidente do SinPRF/MS, Marcos Khadur, lembrou que defasagem salarial da categoria em relação aos policiais federais é de 47%.
No Estado, o efetivo da PRF é de 430 policiais. O ideal, segundo Khadur, é de efetivo de 1,2 mil, considerando a malha viária federal pavimentada no Estado, algo em torno de 3,6 mil km (quilômetros).
No plano nacional, o efetivo atual é de 9,2 mil; a previsão é de que sejam aproximadamente 8,5 mil até o final de 2008. O efetivo estaria congelado em 10 mil policiais desde 1997. O contingente é responsável por 62 mil km de rodovias federais pavimentadas."
http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=314853



Esse deve ser o preço de ser um meio cidadão, um cidadão de segunda ou terceira classe - a discriminação.
O tratamento diferenciado.
Somos os hérois sociais que arriscamos a vida por menos de R$ 30,00 (trinta reais) por dia.
E morremos nessas ruas do Rio de Janeiro.
Quantos Policiais Federais morreram no ano passado em todo o Brasil?
E nos últimos 4 (quatro) anos?
No Rio de Janeiro, nos últimos 4 (quatro) anos morreram mais de 500 Policiais Militares.
Esse deve ser o preço de ser um meio cidadão, um cidadão de segunda ou terceira classe - os péssimos salários.
Talvez sim, talvez não.
Esse deve ser o preço de sermos uma Instituição Militar dividida, onde os interesses pessoais são muito superiores aos interesses institucionais.
Onde o umbigo é o centro do universo para alguns.
Esse deve ser o preço de sermos autofágicos, o preço que temos que pagar por ficarmos à espreita, esperando uma oportunidade para tomar o lugar de alguém - tirando proveito de uma situação.
Esse deve ser o preço de sermos uma Instituição Militar que possui um grande muro, onde se refugiam àqueles que deveriam dar o exemplo.
A Polícia Militar está sob "intervenção" - não uma intervenção federal , um factóite fabricado como pseudo justificativa - na verdade, a "intervenção" é azul.
Um azul pálido, desbotado, oportunista, que nos envergonha.
Um azul sem legitimidade.
Porém, essa cor que nos envergonha, ao mesmo tempo nos enche de brio.
Nos enche de idealismo e de destemor.
Nos fez buscar à Sociedade Fluminense e contar a verdade.
A Sociedade nos ouviu e apoiou.
Precisamos continuar interagindo cada vez mais com o cidadão fluminense; com as associações de bairro; com os conselhos comunitários; com os sindicados (Professores e Médicos, por exemplo), etc.
Cidadãos Fluminenses!
Não tenham dúvidas, traremos de volta o azul de verdade.
E isso não tardará.
As ameaças apenas nos alimentam de coragem!
Essa é a essência do militar, vencer os desafios.
Não recuaremos dos nossos objetivos.
Nós não tememos aqueles que habitam a escuridão, não tememos os que vivem à espreita.
Nós estivemos sempre de peito aberto na defesa da cidadania do Policial Militar.
E continuaremos agindo assim, às claras, olho no olho, pois a verdade não conhece a vergonha.
A vergonha é própria dos pobres de espírito, daqueles que não conseguem se destacar pelos seus méritos.
E como nos ensina o hino da independência:


Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

JUNTOS SOMOS FORTES!




PAULO RICARDO PAÚL

CORONEL DE POLÍCIA

CIDADÃO BRASILEIRO